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Vidro fotovoltaico transforma edifícios em usinas solares

Dentre as diversas novidades tecnológicas apresentadas na feira Glass South America (de 9 a 12 de maio) está o lançamento do vidro fotovoltaico, material desenvolvido para captar os raios do sol para a geração de energia em fachadas de edifícios comerciais e até domiciliares. O produto inovador promete chamar a atenção de investidores. O governo federal acaba de liberar R$ 3,2 bilhões em linhas de crédito para financiar instalações de energia solar no país, e a nova pele de vidro pode ser incluída nesse filão.

Uma das empresas responsáveis por trazer o modelo ao Brasil é a Alclean, que além de agregar em seu portfólio um sistema inédito prevê enormes expectativas por sua procura, já que se trata de um mercado novo e que está em ritmo de crescimento acelerado. É importante lembrar que, diferentemente de um simples painel solar, a película fotovoltaica instalada no vidro tem como papel a captura de fótons, com o objetivo de gerar luz posteriormente. Outra empresa expositora, a Unividros, também está trabalhando com a mesma inovação sustentável e leva ao evento uma peça de mobiliário urbano conhecido como Optree, disponível na entrada do pavilhão. Trata-se de uma árvore com folhas de vidro curvo temperado laminado e com películas fotovoltaicas orgânicas. A demonstração em referência a uma árvore comum promete chamar a atenção dos visitantes que passarem pelo São Paulo Expo.

O que ainda estamos esperando para transformar a energia eólica em realidade no Brasil?

Por Miguel Angelo de Carvalho

O potencial para crescimento e desenvolvimento da indústria eólica no Brasil é gigantesco, sendo possível gerar energia para todo o país utilizando somente os ventos intensos da região do Nordeste brasileiro. O custo é baixo e os recursos são inúmeros, mas incrivelmente ainda esbarramos em questões governamentais e de investimento para a implantação de novos polos.

Em 2006, o Brasil contava com 237 megawatts (MW) de capacidade eólica instalada, principalmente por causa dos parques na cidade de Osório (RS). O complexo conta com 75 aerogeradores de 2 MW cada, instalados em três parques eólicos com capacidade de produção de 417 giga watt-hora (GWh) por ano. Os projetos de energia eólica no Brasil atingiram 12,7 giga watts (GW) no ano passado, um aumento de 19% em relação a 2016, segundo informações da Associação Brasileira de Energia Eólica (Abeeólica). O segmento terminou o ano de 2017 com 508 parques em operação.

No mundo, o setor eólico vem se destacando como uma das fontes de energia mais promissoras desde a década de 90. O estudo divulgado pelo Cepel no Atlas do Potencial Eólico Brasileiro, produzido pelo Centro de Pesquisas de Energia Elétrica, aponta crescimento de mais de 20% na capacidade instalada mundialmente para a indústria eólica. Segundo o mesmo estudo, o potencial de aproveitamento eólico no país ainda não chega a 1%, porém é possível vislumbrar um horizonte de muitas possibilidades para esse segmento.

Para a indústria metalúrgica do cobre e principalmente do alumínio, essa perspectiva também é importante em relação ao fornecimento de peças e desenvolvimento de novos produtos. O alumínio é o material mais econômico e funcional para atender a essa demanda, que é notoriamente crescente.

A utilização do alumínio nas turbinas e componentes dos reatores implica menor número de peças, menos etapas de produção e possibilidade de integrar diferentes funcionalidades a um perfil ou componente com relativamente pouco ou nenhum custo adicional – e assim tem ganhado espaço no segmento. O volume de alumínio utilizado em uma turbina pode chegar a 2 toneladas, por isso tem ganhado espaço no segmento, pois representa grande vantagem de custo em relação ao aço e à fibra de vidro, por exemplo.

Projeção de crescimento e investimento

Por essa razão, as indústrias metalúrgicas, em especial produtoras de alumínio, passam a direcionar esforços também para a indústria de energia eólica. No Brasil, o segmento é promissor e a perspectiva, segundo a Associação Brasileira de Energia Eólica, é que até 2020 sejam construídos mais 330 parques de geração de energia.

O principal desafio deste segmento está na ampliação das linhas de transmissão, já que o Brasil tem as características naturais bem apropriadas para a geração desse tipo de energia, e na maior parte dos parques a energia ainda fica represada. Faltam investimentos nas linhas de transmissão. É um setor muito sensível a ações governamentais, que podem acelerar ou não o mercado. O desafio constante para as empresas é monitorar essas ações do governo e criar condições para aumentar a participação no segmento.

Levantamento de recursos e perspectivas

O levantamento dos recursos de energia eólica no Brasil vem sendo realizado pelo projeto Solar and Wind Energy Resources Assessment (Swera), conduzido pela Divisão de Clima e Meio Ambiente do CPTEC, com financiamento do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma).

É preciso ampliar a diversificação de fontes energéticas, baixar tarifas e trabalhar para oferecer energia limpa de melhor qualidade para a população brasileira.

Evento ocorre de 27 de abril até 10 de junho, na Fazenda Argentina Unicamp, ao lado da Rodovia Campinas–Mogi Mirim.

Miguel Angelo de Carvalho, é CEO da Cecil e Elfer, indústrias metalúrgicas de cobre, latão e alumínio

Patologias em sistemas hidráulicos prediais e perícia em estruturas metálicas

O Instituto Brasileiro de Avaliações e Perícias de Engenharia de São Paulo (Ibape/SP), além do trabalho ativo junto à classe, é reconhecido pela forte essência de atualização e qualificação profissional. A agenda de cursos para o mês de maio já está aberta e conta com dois importantes temas: Patologias Frequentes em Sistemas Hidráulicos Prediais e Perícia em Estruturas Metálicas – Aplicação do Método GUT.

O curso de Patologias Frequentes em Sistemas Hidráulicos Prediais está marcado para os dias 4 e 5 de maio e será ministrado pelo engenheiro Sérgio Frederico Gnipper. Na abordagem, erros frequentes e não conformidades de projeto e de execução causadores de patologias em sistemas hidráulicos e sanitários nas edificações e como corrigir proble mas existentes.

Já o curso de Perícia em Estruturas Metálicas – Aplicação do Método GUT acontecerá nos dias 11 e 12 de maio. O conteúdo terá foco nos procedimentos de inspeção e registro com análise dos resultados com base na metodologia de classificação das patologias pela teoria de decisão GUT (gravidade, urgência e tendência). Os alunos serão orientados sobre como elaborar um laudo técnico pericial a partir da inspeção visual e da avaliação das patologias encontradas.

Umidade, atmosferas agressivas nos centros urbanos, ambientes marítimos, erros de projeto, má execução das estruturas metálicas, das suas fixações e emendas, materiais de baixa qualidade e muitos outros fatores provocam patologias nas edificações. A corrosão dos elementos estruturais metálicos, a linearidade das peças e a ação de cargas acima do previsto em projeto, entre outros, afetam significativamente as estruturas metálicas e fazem com que possam perder a capacidade de resistência e comprometendo o seu desempenho e vida útil.

“Como as estruturas metálicas no Brasil estão tomando vulto, o emprego do método GUT é oportuno e de aplicação imediata na gestão de manutenção”, afirma a engenheira Lia Knapp, que estará à frente do conteúdo.

O curso de Perícia em Estruturas Metálicas é destinado aos profissionais de engenharia e arquitetura registrados no Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) e no Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) e a estudantes. Para interessados que não são da área, é necessário que tenham algum conhecimento básico de engenharia.

Informações e inscrições através do site www.ibape-sp.org.br ou do telefone (11) 3105-4112.

Piscina biológica para a Campinas Decor

Uma piscina biológica assinada por Ricardo Caporossi e Daniela Caporossi que proporciona uma integração total com o ambiente: este é o grande destaque do Lazer da Piscina, espaço criado pelas arquitetas Gabriela Gonzalez e Andrea El Banat em parceria com a Genesis Ecossistemas para a mostra Campinas Decor 2018. O espaço contemporâneo é composto de bar, academia e um cinema ao ar livre, que ficará em frente à piscina biológica, de 77 m². Desenvolvida pela empresa referência em lagos ornamentais, a piscina alia estética a uma tecnologia que promove a substituição dos tradicionais filtros e tratamentos com cloro por plantas aquáticas. A vegetação garante a limpeza e a manutenção da piscina por meio da libertação de oxigênio pelo processo de fotossíntese. O evento ocorre de 27 de abril até 10 de junho, na Fazenda Argentina Unicamp, ao lado da Rodovia Campinas–Mogi Mirim.

Equipe de engenharia civil da UFRJ conquista prêmio nacional

A Escola Politécnica da UFRJ (Poli-UFRJ), representada pela equipe de competição acadêmica de Engenharia Civil – Minerva Civil Poli, acaba de conquistar o prêmio “I Mão na Massa”, do 7º Encontro Nacional dos Estudantes de Engenharia Civil (Enec). O evento reuniu mais de 2.300 alunos de todo país e aconteceu entre os dias 3 e 6 de abril, no Centro de Convenções SulAmérica, no Rio de Janeiro.

Sob orientação técnica dos professores Ana Cláudia Telles, Leonardo Becker, Maria Cascão, Mônica Pena e Sandra Oda, a equipe foi vencedora de três (Aqualibrium, Desafio dos Taludes e Pontes de Palito de Picolé) entre quatro modalidades, alcançando assim a pontuação necessária para conquistar o prêmio.

A prova Aqualibrium buscou informar o público sobre a importância do abastecimento de água e do papel que os engenheiros civis desempenham nesse processo. Já o Desafio dos Taludes consistia em executar uma obra geotécnica, em modelo reduzido, simulando a construção de um talude de solo reforçado em escala real.

A conhecida competição de Pontes de Palitos de Picolé e cola também não ficou de fora. A prova exigiu a aplicação dos princípios de engenharia estudados dentro e fora da sala de aula e um efetivo trabalho em equipe.

Segundo o aluno Lucas Valani, capitão da prova Desafio dos Taludes, vencer uma competição de âmbito nacional traz confiança e motivação. “A experiência foi muito importante para que nós pudéssemos pôr em prática conhecimentos da área de engenharia civil e confirmar nossa capacidade de executar projetos, mesmo que em uma escala menor”, conta o estudante.

Ele ainda celebra:“Ver o nosso trabalho e empenho resultarem em uma conquista significativa gera uma sensação de alegria pela vitória e de dever cumprido por representar bem a UFRJ, uma das melhores universidades do país. O primeiro lugar também consolida nossa identidade junto às demais equipes e projeta uma boa imagem do nosso curso e da Escola Politécnica”.

O Enec é realizado anualmente, sendo cada edição em um lugar diferente do país. Sem fins lucrativos e com o objetivo de conectar congressistas de todas as regiões do Brasil, o encontro promove a troca de culturas, cria experiências e compartilha conhecimentos. Além disso, busca aumentar o contato de congressistas com as diversas áreas da engenharia civil e com as novas tecnologias.

Alunos vencedores:

• Aqualibrium: Maria Gabriela Paixão (capitã), Natan Soares, Ryan Cunha e Sergio dos Santos Filho.

• Desafio dos Taludes: Lucas Valani (capitão), Bárbara Viera, Maria Gabriela Paixão e Sergio dos Santos Filho.

• Pontes de Palito de Picolé: Vitor Zamith (capitão), Anna Eliza Alipio, Lucas Valani e Mayara Delgado.

Concremat utiliza tecnologia Vant em Bio-Manguinhos

Responsável pelo gerenciamento e fiscalização da nova unidade da Bio-Manguinhos/Fiocruz, que abrigará a maior fábrica de vacinas na América Latina e um dos mais modernos centros de biotecnologia do mundo, a Concremat Engenharia e Tecnologia inovou ao usar uma tecnologia de ponta no levantamento topográfico de conferência da terraplanagem dos 579.4 mil m² do terreno. Um veículo aéreo não tripulado (Vant) está sendo usado para a medição dos mais de 1,3 milhão de m³ de aterro executados no terreno.

Com o Vant, o trabalho de campo, que tradicionalmente levaria em torno de quatro dias, é feito em 30 minutos. O volume final medido é ainda mais preciso em comparação a outros métodos e com uma margem de erro muito pequena, de apenas 2,5 cm. “Além da diminuição de custos de mão de obra, os benefícios do mapeamento aéreo com o Vant são o ganho de produtividade e a riqueza de detalhes capturados por esse equipamento”, avalia Mauricio Rocha Camargo, diretor da Concremat.

O levantamento feito com essa tecnologia em Bio-Manguinhos acontece uma vez por mês e a Concremat realiza uma comparação com o resultado do mês anterior para calcular o volume de terra aplicado. O Vant, ao contrário do drone, não é pilotado e sim “guiado” por rotas pré-determinadas. “Para fazer o levantamento planialtimétrico da área, o Vant captura informações de localização de três satélites para leitura das coordenadas de marcos físicos, distribuídos ao longo do terreno. Esta triangulação reduz significativamente a margem de erro dos resultados obtidos”, explica o diretor

Modernização e atualização tecnológicas em elevadores reduzem em até 70% os custos com energia elétrica

No Brasil estima-se que cerca de 60% a 70% dos elevadores instalados necessitem de alguma modernização. “A maioria desses elevadores, que possuem mais de 20 anos de uso, requerem uma atualização, principalmente, nos sistemas de acionamento do equipamento, que é o cérebro do elevador. Nosso objetivo é oferecer ao mercado soluções e serviços diferenciados que agreguem valor aos condomínios”, ressalta Edilson Rosin, gerente sênior do centro de modernizações da Elevadores Otis.

Com o passar dos anos, muitos elevadores, mesmo que submetidos às manutenções preventivas e corretivas frequentes, precisam renovar sua estética e tecnologia. “A modernização torna o elevador mais seguro e eficiente. Como resultado imediato, o edifício ganha uma imagem moderna e valorizada, além da melhoria do desempenho, confiabilidade do equipamento e economia no consumo de energia, que pode chegar a 70%”, explica Rosin.

O pacote básico da modernização prevê a substituição do quadro de comando, fiações, botões/indicadores de posição e de movimento, permanecendo as demais peças originais. De acordo com a demanda e a necessidade de cada equipamento, outros componentes podem ser modernizados, como as portas e a parte estética da cabine. No caso das antigas portas de andar (manuais ou batentes), a Otis apresenta uma solução de substituição por portas automáticas, muito mais seguras, modernas, confortáveis. Para realizar a troca não há necessidade de obra civil no condomínio e não há redução de espaço interno da cabine.

“É muito importante salientar que grande parte das soluções existentes no mercado hoje, para esse tipo de situação, necessita quebrar as paredes do hall para instalar uma nova porta automática ou cortar um pedaço da cabine, reduzindo o tamanho original de pelo menos o espaço de uma pessoa”, comenta Rosin.

Além de buscar um funcionamento inteligente e seguro, outra importante demanda quando é realizada uma modernização é o atendimento à norma NM-313, que trata de questões relacionadas à acessibilidade nos equipamentos, tais como corrimão, insertos em braile, sinais sonoros etc.

Outro ponto interessante é a economia de energia elétrica no edifício. “Atualmente, em uma modernização, é possível realizar a instalação de um novo sistema que gera redução de até 40% no consumo de energia elétrica. Mas, se esse novo sistema for regenerativo, essa economia poderá chegar a 70%, quando comparado aos sistemas convencionais antigos”, ressalta Rosin.

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