Após sucesso no plano-piloto, CDHU passa a exigir sistema fotovoltaico nas habitações em todas suas novas licitações

Todas as novas licitações de empreendimentos da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU) deverão prever sistema fotovoltaico nas habitações. Essa decisão foi tomada após o sucesso do órgão em dois projetos-piloto, em que 278 apartamentos foram equipados com tecnologia.

A tecnologia fotovoltaica além de tornar a moradia mais sustentável, traz economia para os moradores da CDHU. Cada placa é responsável por gerar 35 KWh de energia por mês, em média, o que representa um desconto de até R$ 45,50 na conta de luz dos mutuários.

Em um dos empreendimentos-piloto, em Aparecida, região administrativa de São José dos Campos, no interior de São Paulo, estão sendo instalados 152 módulos de placas fotovoltaicas no telhado dos quatro blocos verticais, que irão gerar em torno de 4.760 KWh/mês. O segundo empreendimento fica em Cubatão, no litoral Sul do Estado.

Em dias sem sol, ou durante a noite, as casas serão abastecidas pela eletricidade da rede. Caso produzam energia além do necessário para seu consumo, o excedente vai para a central de distribuição, gerando um crédito para o dono do imóvel, o que torna possível reduzir a conta de luz em até 95%.

Na última semana, durante a Feicon Batimat 2018, a CDHU expôs a casa que serve de modelo para as futuras contratações da companhia, projeto desenvolvido visando a qualidade, a eficiência construtiva, a economia para os futuros moradores e a responsabilidade com o meio ambiente. A habitação, de 47,87m², foi executada em alvenaria armada com blocos estruturais cerâmicos, com pé-direito de 2,60m (que permite melhoria na iluminação e ventilação da residência), laje de concreto, piso cerâmico em todos os ambientes, azulejo até o teto nas áreas molhadas, estrutura metálica para o telhado, área de serviço coberta, sistema fotovoltaico e esquadrias de alumínio ou aço galvanizado com pintura eletrostática.

A casa também possui acessibilidade completa, que permite a circulação de moradores com deficiência ou mobilidade física temporária ou permanente por todo o imóvel. “O sistema de autoprodução de energia elétrica é apenas um dos projetos da CDHU, utilizamos equipamentos redutores de consumo de água, como bacias sanitárias com volume de descarga menor e torneiras com arejadores que diminuem o fluxo de água”, explicou Sérgio Teixeira, engenheiro da CDHU.

A companhia agora está implantando um projeto-piloto para testar um sistema de reuso de água das chuvas na descarga das bacias sanitárias.

Por Gabriel Gameiro

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