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Publicada a ISO 45001

A norma ISO 45001:2018 — Sistemas de gestão de segurança e saúde ocupacional – Requisitos com orientação para uso – acaba de ser publicada. O documento fornece um conjunto robusto e efetivo de processos para melhorar a segurança do trabalho nas cadeias de suprimentos globais. Projetada para ajudar organizações de todos os tamanhos e indústrias, espera- se que a nova norma internacional reduza lesões e doenças no local de trabalho em todo o mundo.

De acordo com cálculos de 2017, da Organização Internacional do Trabalho (OIT), 2,78 milhões de acidentes mortais ocorrem no ambiente de trabalho anualmente. Isso significa que todos os dias quase 7.700 pessoas morrem de doenças ou ferimentos relacionados ao trabalho. Além disso, há cerca de 374 milhões de lesões e doenças não fatais relacionadas ao trabalho a cada ano, muitas delas resultando em usências prolongadas na empresa ou na obra.

A ISO 45001 espera mudar isso. Ela fornece às agências governamentais, à indústria e a outras partes interessadas uma orientação eficaz e útil para melhorar a segurança dos trabalhadores em países de todo o mundo. Por meio de uma estrutura fácil de usar, ela pode ser aplicada tanto em fábricas quanto em parceiras e instalações de produção, independentementeda sua localização.

David Smith, presidente do comitê da ISO/PC 283, que desenvolveu a ISO 45001, acredita que a nova norma internacional será uma verdadeira mudança para milhões de trabalhadores: “Espera-se que a ISO 45001 leve a uma grande transformação nas práticas no local de trabalho e reduza o trágico número de acidentes e doenças relacionadas ao trabalho em todo o mundo”. A nova norma ajudará as organizações a fornecer um ambiente de trabalho seguro e saudável para os trabalhadores e os visitantes, melhorando continuamente a performance de segurança e saúde ocupacional.

A ISO 45001 substituirá a OHSAS 18001, referência anterior do mundo para saúde e segurança no local de trabalho. As organizações já certificadas na OHSAS 18001 terão três anos para cumprir a nova norma ISO 45001, embora a certificação de conformidade com a ISO 45001 não seja um requisito da norma.

O Fórum de Acreditação Internacional (International Accreditation Forum – IAF) desenvolveu os requisitos de migração para ajudar as organizações certificadas, órgãos de certificação, órgãos de credenciamento e outras partes interessadas a se prepararem.

Pré-fabricados vencem grandes vãos em Pernambuco

Sistema pré-fabricado fornecido pela T&A garantiu vãos de até 18 m na estrutura implantada na capital pernambucana. Vigas pré-fabricadas são içadas e posicionadas com o auxílio de grua

A nova unidade do Senai no Recife foi construída com o sistema pré-fabricado de concreto pela T&A Pré-Fabricados. O projeto, elaborado pelo calculista Sérgio Osório, conta com grandes vãos, que exigiram alguns diferenciais na obra: vigas com mais de 17 m de extensão, e lajes com 13,4 m. O prédio, de seis pavimentos, foi montado pela empresa em menos de cinco meses.

Para suportar a carga das peças pesadas e grandes, e finalizar a edificação dentro do prazo acordado com o cliente, a T&A utilizou dois guindastes, um de 250 toneladas e outro de 70 toneladas. “Tivemos que conciliar as carretas, transportando elementos de concreto para os dois guindastes. E como o terreno é apertado, os guindastes várias vezes trabalharam muito próximos um ao outro”, destacou o diretor da T&A, Vitor Almeida.

O diretor frisou outro desafio da logística: a sequência da montagem. “Tecnicamente só poderíamos montar dois pavimentos por vez, esperar o capeamento (solidarização), para depois montarmos mais dois andares, e assim por diante”, afirmou. A empresa tomou cuidado para não ocorrer a paralisação das equipes de montagem. Almeida explicou que a obra foi dividida em setores e cada um deles foi liberado para o capeamento em momentos diversos. “Isso fez com que a equipe de montagem nunca ficasse parada esperando a solidarização.”

 

Bomba sobre flutuador foi a responsável pela retirada de água armazenada na cava de mina, decorrente das fortes chuvas

Motobomba associada a flutuador auxilia na retirada de água de cava

Operando na produção de cal calcítica, cal dolomítica e minerais, a Mineração Belocal – recentemente adquira pelo grupo Lhoist – contou com a ajuda da Itubombas para enfrentar alguns desafios em sua planta, localizada em São José da Lapa (MG). A mineradora alocou uma motobomba ITU-66S14 sobre flutuador, juntamente com tubulação e acessórios, para operar na retirada de água armazenada na cava da mina, em decorrência de fortes chuvas que atingiram o local no ano passado.

Com uma altura de bombeamento de 35 m e capacidade para bombear até 600 m³/h, o equipamento da Itubombas foi instalado em novembro e ficará na ineradora até meados de maio. A ITU-66S14 tem operado diariamente das 7h às 22h, esgotando mais de 8.000 m³ de água por dia. “A motobomba é fácil de operar e, até o momento, tem trabalhado sem maiores complicações. Por isso, classifico a qualidade do equipamento como muito bom”, diz o gerente de mineração do Grupo Lhoist, responsável pela contratação, Luiz Sergio L. Araújo.

O contato entre as duas empresas foi iniciado na Exposibram 2017 – uma das maiores exposições do setor de mineração da América Latina. “Um mês depois do evento, a Belocal entrou em contato conosco, pois precisavam de um parceiro para auxiliar nessa ação emergencial de esgotamento de cava, para que eles pudessem retomar a produção. Desde então, temos avançando em uma parceria de sucesso”, conta o diretor da Itubombas, Rodrigo Law.

Law ressalta que a empresa está, constantemente, desenvolvendo novas soluções de engenharia e instalação de conjuntos de motobombas a diesel com escorva automática. “Estamos aptos a atender o setor de mineração por meio de tecnologias que realizam desde o bombeamento de água para testes de plantas de processamento ou dutos de transporte de minérios, incluindo estanqueidade, até o bombeamento efetivo de materiais líquidos”, finaliza.

Instalação de painéis de vidro na raia olímpica da USP

A instalação dos painéis de vidro que substituirão o muro de concreto da Universidade de São Paulo (USP) já se iniciou. Conhecido por margear a raia olímpica da USP, o muro serve como um divisor entre o campus e a Marginal Pinheiros, em São Paulo, umas das principais vias da capital paulista. O istema escolhido para a obra é fornecido pela Guardian Glass, parceira do projeto que doou 15.000 m² de vidro float incolor para a empreitada. Além do efeito simbólico de abrir o campus à população, a derrubada do atual muro de concreto será um marco na paisagem urbana, estabelecendo uma nova fronteira visual na Marginal Pinheiros.

Muro entre a Marginal Pinheiros e a raia olímpica é substituído por plano de vidro

O muro de vidro de 2,2 km, que será um dos mais extensos do mundo, terá 12 mm de espessura e 4 m de altura, sendo 3 m de vidro e 1 m de alvenaria.Com essa estrutura, os níveis de poluição sonora permanecerão inalterados, segundo estudo divulgado pela USP.

O vidro float é 100% reciclável e possui alta qualidade óptica, com índice de reflexão de 8%, sendo uns dos mais claros do mercado por causa do baixo teor de ferro utilizado em sua composição. O processo de fabricação dos painéis se dá por meio de um sistema automático de inspeção óptica e física, para garantir a uniformidade e a transparência livre de distorção.

Os vidros estão sendo temperados pela empresa Tempermax, para garantir que atendam aos requisitos de segurança e desempenho previstos na Norma ABNT NBR 7199.

Assinado pelo escritório de arquitetura Jóia Bergamo, o projeto completo prevê a instalação de câmeras, tratamento paisagístico e iluminação por LED. O custo anunciado pelo prefeito de São Paulo, João Dória, é de R$ 15 milhões, viabilizados pela iniciativa privada.

Empresa muda processos construtivos e diminui queixas pós-entrega

Intercorrências nos primeiros meses de ocupação do imóvel são as principais fontes de reclamação das pessoas após a entrega de novos empreendimentos. Com o objetivo de evitar a insatisfação de seus clientes, nos últimos três anos a Dinâmica Engenharia implementou mudanças em seus processos construtivos que geraram a diminuição significativa dos chamados dos clientes após receberem seus imóveis. “Um exemplo diz respeito à impermeabilização do subsolo, que estatisticamente sempre foi um dos campeões de reclamações”, observa o coordenador de obras da construtora, Moacir Benedito.

Nas mudanças promovidas, foi feita a inversão de várias etapas de serviços que compõem o cronograma da obra. No caso do subsolo, ele passou a ser todo concluído antes de dar início a outros pavimentos do edifício. O objetivo era permitir que ele fosse testado durante a execução do restante da obra e vivenciasse um ou dois períodos de chuva até a entrega da mesma.

  

“Assim, quando ocorre qualquer vício de construção, temos tempo necessário para fazer as correções ainda durante a obra, evitando transtornos desnecessários aos nossos clientes e com um custo para reparação muito inferior ao que seria gasto se o problema só fosse identificado posteriormente à entrega do empreendimento”, diz Benedito.

Em média, as empresas reservam de 2% a 3% do orçamento de custo direto para atender aos chamados dos clientes após a entrega da obra, mas a Dinâmica Engenharia conseguiu reduzi-lo para próximo de 0,5% depois de investir em novos processos. A economia é sempre bem-vinda, mas Benedito acredita que há um outro precioso ganho com as mudanças, de valor imensurável: a satisfação dos clientes que rende em recomendações positivas para a empresa.

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