Notícias rápidas da engenharia

Construtora inicia novas obras nas regiões Nordeste e Sudeste do país

Contratada pela Vale S.A., a construtora Construcap começou recentemente a construção de uma oficina de manutenção de máquinas de via do Pátio 14 da Estrada de Ferro Carajás, que liga a mina de minério de ferro em Carajás, no sudeste do Pará, ao Porto de Ponta da Madeira, em São Luís (MA).

Já na região do Vale do Paraíba, em São Paulo, a empresa foi contratada pela Basf para a realização de obras civis em sua planta de Guaratinguetá. O escopo dos projetos prevê a melhoria da estação de tratamento de efluente e transferência de uma unidade de produção para o site da cidade. Como a obra será executada com a planta em funcionamento, várias normas terão que ser seguidas, visando, em primeiro lugar, à segurança dos trabalhadores que atuam no local.

Empresa encontra em parceria solução para problemas hidráulicos

Para evitar problemas ligados diretamente à instalação de componentes hidráulicos nos empreendimentos, a Gafisa fez uma parceria com a Merc Kits, especializada na fabricação de kits hidráulicos pré-montados, que são considerados mais práticos e diminuem o tempo de instalação. “Estima-se que a instalação hidráulica responde por 3% a 4% do custo de uma obra. No entanto, o processo usual é feito de modo tão precário que cerca de 30% a 40% dos pedidos de assistência técnica

pós-entrega são devido a vazamentos; é desproporcional”, afirma Eduardo Setti, CEO da Merc Kits. Setti ainda faz uma analogia: “Para dar uma ideia da mudança de paradigma, sair desse modelo para o uso dos kits é como quando as portas dos apartamentos deixaram de ser feitas por um carpinteiro no canteiro

de obras e passaram a ser compradas prontas, pintadas e com batentes, o kit porta pronta”, compara.

Curitiba recebe primeiro prédio corporativo autossuficiente do país

A nova sede da RAC Engenharia, em Curitiba, será o primeiro edifício corporativo no país a ser autossuficiente em água e energia. Com isso, o empreendimento produzirá toda a energia elétrica que consome e também vai captar e tratar o esgoto sanitário e ainda tornar a água de chuva potável.

Todas as tecnologias empregadas na obra levaram o prédio a receber a certificação Leed Platinum (Leadership in Energy and Environmental Design, ou Liderança em Energia e Projeto Ambiental) com a maior pontuação da América Latina (97 pontos).

Para tornar o projeto realidade, o diretor da RAC Engenharia, Ricardo Cansian, conta que foi adotada uma série de equipamentos e sistemas sustentáveis, prevista ainda na fase de projeto, que acarretou um investimento extra de 14% à edificação. “A economia proporcionada pelo correto dimensionamento

dos sistemas é capaz de reduzir o consumo geral do edifício em 27%. Só a economia de energia, se comparada a um edifício padrão do mercado, é de aproximadamente R$ 20 mil por ano”, diz Cansian.

Projeto de aço especial une Gerdau, IPT e Poli-USP

Com base no conceito de inovação aberta, a Gerdau tem implementado iniciativas da Indústria 4.0 para aumentar a sua competitividade, reduzir custos e ampliar a eficiência de suas operações no país. A empresa, por meio de sua operação Gerdau Summit, joint venture formada com as companhias Sumitomo Corporation e The Japan Steel Works (JSW), desenvolveu um projeto inédito em parceria com o IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas) e com a Escola Politécnica da USP para a composição de um sistema capaz de melhorar ferramentas como cilindro de laminação, matriz de forjamento e molde para fundição sob pressão.

O projeto surgiu com a estratégia de desenvolver um sistema para projetar as ligas a partir de uma simulação computacional do dano progressivo das ferramentas durante o serviço, e da relação desse dano com a microestrutura da liga. O estudo tem como resultado a melhora de performance na criação de novas ligas para ferramentas de conformação a quente, que trazem mais resistência, qualidade e assertividade ao produto laminado para a produção de placas, blocos, tarugos, chapas, perfis, trilhos, barras entre outros materiais constituídos de aço.

Modelo numérico de riscamento sobre uma camada de óxido com trincas produzidas pelo processo de fadiga térmica

“Este projeto faz parte de uma longa parceria entre Gerdau, IPT e Poli-USP, que trouxe como resultado aumentos de performance e resistência dos cilindros de laminação entre 20% e 25%. Além disso, vale destacar o papel fundamental de cada parceiro na operação: a USP atua nos mecanismos e conhecimento em escala de laboratório e o IPT na adequação dos produtos e processos na escala-piloto”, destaca Jefferson Marko, diretor de operações da Gerdau Summit.

A inovação do projeto está na inédita abordagem no segmento: a validação experimental da simulação matemática é efetuada por meio de ensaios de longa duração em células-piloto de laminação, de forjamento (alimentação robotizada) e de fundição sob pressão disponíveis no IPT, enquanto a simulação matemática do comportamento do material é realizada no nível microscópico, aproveitando as características microestruturais do produto.

A iniciativa tem potencial para incrementar os negócios da Gerdau Summit, que poderá oferecer maior apoio técnico a seus clientes a partir de soluções personalizadas pelo laboratório.

Associação Brasileira de Persianas realiza balanço do setor de persianas e apresenta perspectivas para 2018

A Abrape lançou, recentemente, uma pesquisa de mercado com seus associados para entender melhor como estão os números da indústria. A avaliação levou em conta o período de julho de 2016 a julho de 2017 e teve a participação de 34 empresas – 26 montadores e oito fornecedores. Os dados apresentam o faturamento médio das empresas, variação do número de funcionários, demonstra quais produtos estão com as melhores vendas e também pergunta se as empresas ouvidas pretendem realizar investimentos nos próximos meses.

No quesito faturamento, 15 empresas estão com números na casa de até R$ 500 mil, oito vão de R$ 500 mil a R$ 1milhão, e 11 delas estão acima de R$ 1 milhão e meio. Os números refletem o faturamento médio mensal dos participantes. A média de variação no faturamento registrado no período foi de 5%, somando os 34 participantes. A quantidade de funcionários diminuiu: em 2016 as mesmas empresas possuíam, juntas, um total de 1.976 funcionários e em 2017 o número caiu para 1.880, uma redução de 5% de pessoal.

Lauro Miguel Alttomar, presidente da Abrape, reforça que 2017 foi um dos anos mais difíceis para o setor, até mesmo para as associações, porém ele acredita em algumas inovações e tendências para impulsionar o mercado em 2018. “Nosso produto é de grande qualidade e acreditamos que soluções como o rolo serão uma grande aposta no próximo ano”, afirma Alttomar.

Segundo a associação, investir em capacitação profissional dos empresários, para que administrem melhor os seus negócios, é a chave para o crescimento sólido do setor. “Também destaco a importância de deixar a informalidade, tão habitual na cultura brasileira, e se profissionalizar ainda mais. Nós temos ótima tecnologia de produto disponível em nosso país, e o empreendedor precisa saber como usá-la a seu favor”, sugere Alttomar

Veja também: