Conheça critérios de escolha das fôrmas para moldagem de paredes de concreto

Independentemente do sistema, há princípios fundamentais para a escolha de fôrmas para moldagem de concreto. Primeiro, essas estruturas provisórias resistam às pressões de lançamento do concreto. Depois, que se mantenham inertes até que o concreto atinja a resistência esperada. Além disso, é imprescindível ao sistema ser estanque e manter a geometria das peças.

De acordo com o projetista de fôrmas Nilton Nazar, diretor-geral da Hold Engenharia, os principais sistemas utilizados para paredes de concreto são: de madeira compensada com estrutura metálica, totalmente metálica – de aço ou alumínio -, ou plásticas, de polipropileno. Também é possível fazer uso de fôrmas trepantes para edifícios com múltiplos pavimentos.

Não é comum o uso de fôrmas de madeira montadas no local. Por demandar muita mão de obra, a produtividade da moldagem de grandes extensões costuma ser melhor com o uso de fôrmas industrializadas em módulos. “Além da produtividade, temos ganho de qualidade da estrutura, pois os módulos são estruturados para não ter variação de medidas”, pontua Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, diretor do escritório Pedreira de Freitas. “Como são estruturas mais pesadas, permitem travamentos e sistemas de ancoragem robustos, que garantem continuidade da seção entre módulos”, observa. A continuidade é vertical, entre os andares, e horizontal, ao longo das paredes de fachada, por exemplo (veja mais sobre tipologias de fôrmas para paredes de concreto no quadro ao lado).

Além das fôrmas, Pedreira de Freitas salienta a importância das características do concreto desde sua produção até o lançamento e cura. “O consumo de concreto é grande e o sucesso do sistema está ligado à qualidade dimensional e de acabamento das paredes pósexecução”, diz. Para ele, são esses fatores que determinam a produtividade e a menor demanda por acabamento.

Sistemas de fôrmas para paredes de concreto

NO BRASIL, A CONSTRUÇÃO DE PAREDES DE CONCRETO É FEITA COM O USO DE, BASICAMENTE, CINCO TIPOLOGIAS DE FÔRMA

Fôrma metálica

Totalmente de aço:
Composto por grandes peças, é movimentado por equipamentos pesados. Muito usado no sistema outinord, presente no Brasil há bastante tempo.

De aço com placas de compensado:
Variante do sistema totalmente metálico que torna os elementos mais leves, embora também fiquem menos duráveis, exigindo troca do compensado de tempos em tempos.

De alumínio:
Muito usado em casas de um ou dois pavimentos e em prédios de baixa altura, onde todas as paredes são estruturais e têm pequena espessura, de cerca de 10 cm. Esse sistema é constituído por painéis fabricados com perfis estruturais de alumínio e chapas também de alumínio, o que a deixa muito leve e de fácil transporte manual.

Fôrma plástica

Em geral, são feitos de plástico reciclável e contraventados por estrutura metálica. Usados para construção de casas com um ou dois pavimentos, são leves e podem ser transportados manualmente, sem a necessidade de equipamento.

Fôrmas trepantes

Composto de painéis de madeira industrializado, o sistema de fôrmas trepantes é projetado para que o transporte e posicionamento, feito com equipamento de içamento de grande capacidade, sejam muito simples. O intuito é ganhar em produtividade da mão de obra, pois o sistema conta com sistemas de ancoragem e travamento de alta precisão. Nessa metodologia, as fôrmas são fixadas no pavimento inferior. É indicado para edifícios de múltiplos pavimentos, com paredes estruturais mais robustas e em menor quantidade.

Fonte: Augusto Guimarães Pedreira de Freitas

Análise holística
A escolha do sistema de fôrmas não pode ser feita apenas comparando características de sistemas diferentes. Afinal, se bem utilizados, todos proporcionam um produto final com resistência e acabamento esperados. Conforme pontua Nazar, são dois fatores primordiais que pautam a seleção: prazo e escala. São determinantes porque acarretam em custos diretos e indiretos e influenciam a decisão entre locar ou adquirir equipamentos. “No caso da aquisição, a escala é muito importante, pois o alto custo das fôrmas será diluído entre as reutilizações”, afirma.

A tipologia das edificações, lembra Pedreira de Freitas, também precisa ser considerada. Para ele, em obras de sobrados ou prédios de até oito pavimentos costuma ser vantajoso optar por fôrmas plásticas, de alumínio ou metálicas com chapa de madeira compensada. Isso porque nessas obras não é usual a existência de equipamentos de transporte com grande capacidade, o que exige portabilidade das peças.

Além disso, ele observa que, “em prédios baixos quase todas as paredes são estruturais, com espessura de 10 cm. “Isso conduz a esse tipo de fôrma leve e acaba inviabilizando fôrmas trepantes, que precisam de no mínimo 14 cm de espessura”, compara. Em contrapartida, prédios mais altos, com paredes mais robustas, demandam transporte vertical mais complexo. Logo, a tendência é de uso de sistemas de fôrmas compostos por grandes módulos.

Outro fator a ser analisado é a disponibilidade de insumos e mão de obra. Afinal, cada sistema tem fornecedores específicos. “Deve-se buscar disponibilidade de material e, principalmente, mão de obra treinada para o sistema”, recomenda. Ainda que seja possível trazer materiais de outro local, utilizar “mão de obra não treinada compromete o desempenho quanto à produtividade e à qualidade”.

Cronograma acertado
A análise das variáveis não é feita apenas por um profissional ou uma empresa, embora, salienta Pedreira de Freitas, a decisão final seja sempre da construtora. Entretanto, “definir o sistema de fôrmas sem consultar e alinhar com o projetista de estrutura e com os consultores de produção, planejamento e tecnologia do concreto não é uma decisão acertada”, acredita.

Afinal, não há decisões isoladas sem consequência em outros sistemas. “É a famosa visão sistêmica, tão defendida pelos estudiosos de gestão em construção civil”, lembra. Por isso, ele defende que a definição do sistema de fôrmas ocorra na etapa em que são determinadas as dimensões da edificação – anteprojeto ou pré-executivo, a depender da construtora.

Nesse momento o arquiteto pode se adaptar a modulações que facilitem o uso das fôrmas. “Cada sistema tem a sua melhor modulação e, muitas vezes, pequenos ajustes nos vãos significam ganhos absurdos de produtividade”, alerta Pedreira de Freitas.

A opinião de Nazar é complementar. Para ele, a decisão sobre a tipologia estrutural e o sistema de fôrmas a ser utilizado deve ocorrer quando da concepção do projeto arquitetônico. Nessa fase, explica, é possível compatibilizar os interesses de todas as demais disciplinas, como instalações elétricas, hidráulicas, fachadas etc.

“A fôrma é importante, mas é somente uma variável. Projeto, soluções dos subsistemas, logística, premissas do negócio, dentre outros, compõem a cesta de atividades que vão contribuir para o bom desempenho do sistema.”
Ary Fonseca Júnior

A falta de visão sistêmica de uma edificação, que quando madura permite a escolha correta das metodologias construtivas, é o principal obstáculo à adoção de sistemas de fôrmas para paredes de concreto. É no que acredita o engenheiro Ary Fonseca Júnior, diretor da Signo Engenharia Consultiva. Para ele, muitas empresas buscam na aquisição da fôrma a parte mais importante do processo. “A fôrma é importante, mas é somente uma variável. Projeto, soluções dos subsistemas, logística, premissas do negócio, dentre outros, compõem a cesta de atividades que vão contribuir para o bom desempenho do sistema”, afirma.

“Em prédios baixos quase todas as paredes são estruturais, com espessura de 10 cm. Isso conduz a esse tipo de fôrma leve e acaba inviabilizando fôrmas trepantes, que precisam de no mínimo 14 cm de espessura.”
Augusto Pedreira de Freitas

Case 1: precisão dimensional e produtividade

Visando obter mais velocidade de execução sem perder qualidade dimensional e de acabamento, a MaxHaus adotou o sistema de fôrmas trepantes. Com isso, explica o diretor de obras, Luiz Henrique de Vasconcellos, otimizou-se o cronograma. Afinal, “as paredes externas da fachada ficam prontas para pintura quando finalizamos a concretagem do andar, eliminando a etapa de revestimento externo de argamassa”.

Cálculo
A estrutura é calculada pelo método de pórticos tridimensionais, o que, explica Vasconcellos, evita que as paredes do andar-tipo desçam até o subsolo. Resultado: melhor aproveitamento da garagem e inexistência de grandes vigas de transição no subsolo.

Estrutura
Além das paredes externas, o núcleo rígido da edificação também é de paredes de concreto. Esses pilares usam painéis de grandes dimensões, que proporcionam facilidade de execução e precisão dimensional. “Temos no interior de nossos apartamentos um pilar de concreto aparente modulado que tratamos como uma verdadeira escultura de concreto armado, de grande aceitação por nossos clientes”, assegura Vasconcellos. O uso interno desse sistema é possível devido à inexistência de vigas. O partido estrutural prevê lajes planas com 16 cm de espessura.

 Prazo
Os ganhos de prazo chegam a seis meses, afirma o diretor. Entretanto, é fundamental atentar à logística de canteiro, pois são utilizadas gruas de grande porte para içar painéis com até 2.800 kg. “A logística tem que ser pensada desde a concepção. Após a retirada da grua temos um prazo curto para finalizar a obra”, pontua. Tal condição exige que a logística de montagem e desmontagem da grua seja elaborada por meio de planejamento do canteiro para entrada e saída do guindaste auxiliar. Outro ponto diz respeito aos espaços para estocagem dos painéis na chegada e na saída dos mesmos.

Precisão
A precisão dimensional e o prumo da edificação são citados por Vasconcellos como grandes benefícios do uso das fôrmas trepantes. “Temos vários edifícios com altura entre 20 e 25 andares cuja diferença de prumo não é superior a 7 mm”, assegura. Ilustrando a visão sistêmica necessária para a adoção de soluções, ele conta que, para as janelas foram desenvolvidos contragabaritos para posterior colocação do gabarito metálico. Esses são fixados na fôrma na primeira montagem com uso de nível laser e auxílio de topógrafo. Como passam a integrar o painel, ficam na mesma posição em todos os andares. “Além de termos uma grande precisão nas dimensões das janelas, garantimos que todas estarão alinhadas e no prumo”, explica o diretor da MaxHaus.

Para otimizar a logística dos painéis internos, a MaxHaus trabalha com 100% dos painéis externos e 50% dos painéis internos nos andares-tipo. Assim, após as paredes de um lado serem concretadas, os painéis vão para o outro lado. Enquanto isso, a laje da primeira parte é executada. Antes de executar a laje da segunda parte, os painéis internos vão para o andar superior. Para que a trepanagem seja possível, o concreto do andar superior tem que atingir determinada resistência. Caso isso não ocorra, todo o ciclo fica prejudicado
As fôrmas trepantes otimizam o cronograma da obra ao eliminar etapas posteriores. “As paredes externas da fachada ficam prontas para a pintura quando finalizamos a concretagem do andar, eliminando a etapa de revestimento externo de argamassa”, explica Vasconcellos. Acima, vista do pavimento-tipo com as fôrmas recém-concretadas.
A MaxHaus já entregou 18 empreendimentos executados com fôrmas trepantes. São, no total, 35 edifícios e 2.749 apartamentos. Apenas para as paredes estruturais, são mais de 67 mil m³ de concreto. Após o desmonte, a parede está pronta para receber a pintura ou o revestimento

Entrevista: Luiz Henrique Vasconcellos

DIRETOR DE ENGENHARIA E SUPERINTENDENTE NA MAXCASA SA FALA SOBRE OS SISTEMAS DE FÔRMAS

Quais os principais critérios da escolha do sistema de fôrmas?
Usamos o sistema de fôrmas trepantes da Peri, que nos dá suporte técnico desde o projeto até o treinamento específico em cada empreendimento. A parceria foi desenvolvida após visitas a diversos empreendimentos em diferentes países e já dura desde 2008.

A MaxHaus aluga ou adquiriu as fôrmas trepantes?
Para os primeiros empreendimentos, compramos, pois não havia disponibilidade de material para locação. Atualmente, usamos fôrmas locadas em todas as obras.

Quais os principais obstáculos técnicos enfrentados para a adoção do sistema?
Foi necessário treinar toda a equipe de engenheiros e prestadores de serviço. Criamos a Comunidade MaxHaus da Construção, fizemos seminários para mostrar toda a execução, trazendo as melhores práticas utilizadas em diversos canteiros. Hoje temos um grande acervo de cartilhas técnicas, mostrando a correta aplicação do sistema em suas diversas etapas, trazendo sempre um número grande de imagens explicativas para que o processo seja de fácil entendimento pelos encarregados e mestres de obras.

O processo é totalmente padronizado?
Temos diferentes construtoras executando nossas obras e, para que isso fosse feito com sucesso, a MaxCasa desenvolveu todo o processo, treinou e deu condições para que todos pudessem executar as obras com o mesmo padrão de qualidade. Temos também diversos prestadores de serviços que pertencem a essa comunidade e estão executando os serviços para diferentes construtoras.

O uso do sistema de fôrmas trepantes demanda mão de obra qualificada?
Toda a mão de obra passa por um processo de treinamento, parte feito por nós e parte pela Peri, cujo programa já está bem consolidado, com os principais pontos e cuidados a serem observados, bem como os materiais e equipamentos de segurança que devem ser utilizados em cada etapa. O que vemos hoje é que as equipes treinadas preferem esse sistema, pois têm maior produtividade, além de menor imprevisibilidade de prazo.

Em geral, qual o prazo de execução das estruturas?
Terminamos recentemente duas obras, uma em Campinas, com um subsolo, térreo e 26 andares, e outra em São Paulo, comum subsolo, térreo e 24 andares. Ambas executadas em 21 meses por diferentes construtoras, sem necessidade de muitas horas extras ou trabalho fora do período normal.

Há comparativos entre o sistema adotado e um sistema convencional?
No nosso processo, executamos uma laje por semana, ressaltando que as alvenarias externas – de concreto – e o revestimento de argamassa – que não temos – ficam concluídos. No processo de estrutura convencional, há o tempo para retirar o escoramento da laje, outro para executar a alvenaria, outro para o encunhamento e, após o término da estrutura, outro para o revestimento externo.

Normatização garante consolidação do sistema

Passados cinco anos desde a primeira publicação da NBR 16055 – Parede de concreto moldada no local para a construção de edificações, Nazar afirma que os ganhos trazidos pelo texto são imensos. Embora a construção de edificações com paredes de concreto seja uma realidade no país há mais de 30 anos, pontua ele, o advento da NBR 16055 mitigou o surgimento de patologias comuns até então. Pedreira de Freitas vai além e assegura que a Norma possibilitou ganhos enormes e proporcionou a consolidação do sistema construtivo de paredes de concreto no Brasil. “Com a consolidação, novas técnicas, novos conhecimentos de boas práticas, de sucessos e insucessos, trouxeram ao meio técnico material que permite hoje uma evolução da NBR 16055”, analisa. Conforme ele pontua, é o estudo de cases que vem sendo discutido e que “certamente estará na próxima revisão da norma”. Além dos ajustes, Nazar lembra que é preciso compatibilizar a NBR 16055 com a NBR 15575 – Norma de Desempenho principalmente com relação ao conforto térmico e acústico.

Case 2: duas unidades por dia

Para a construção do Reserva Rio Cuiabá, que conta 352 casas de médio padrão na capital de Mato Grosso, a Rodobens Empreendimentos Imobiliários optou pelo uso de paredes de concreto. Para usufruir dos benefícios de repetitividade inerentes ao sistema, a construtora apostou na criação de tipologias padronizadas, com unidades com 88,60 m². “Com isso o sistema torna-se competitivo, pois há uma sequência de repetições dessas tipologias”, explica Clóvis Sant”Anna, diretor técnico da empresa.

Sistema aprovado
Esse foi o sétimo empreendimento executado pela construtora na cidade com uso de fôrmas metálicas. De acordo com Sant”Anna, foram necessários alguns ajustes, mas os ganhos de produtividade e prazo justificaram a escolha. “A expertise adquirida na execução dos outros condomínios, a disponibilidade de mão de obra treinada e aderente aos padrões construtivos contribuíram para a continuidade da utilização do sistema”, diz. Assim, a Rodobens conseguiu imprimir um ciclo executivo de duas casas geminadas por dia. “Quanto a custo, se comparar com sistemas convencionais, só há vantagem quando considera que a fôrma de alumínio permite construir num prazo bem mais curto”, analisa Alexandre Mangabeira, diretor comercial e de novos negócios da Rodobens. Nessa situação, diz, os custos fixos da obra são reduzidos e o sistema de fôrmas começa a ficar financeiramente equilibrado.

A implementação
Até alcançar esse ponto de aplicação do sistema com pleno êxito, há um caminho a ser percorrido. “Há um custo alto de desenvolvimento e, por isso, tem que ser repetido praticamente idêntico. Uma das premissas é ter essa repetição”, acredita Sant”Anna. Com isso, os prazos são beneficiados porque, lembra ele, o projeto estrutural e executivo já estão plenamente resolvidos e integrados às demais disciplinas. “Os projetos têm que considerar a execução desde a concepção. Caso a arquitetura não seja simétrica, não conseguimos montar os mesmo painéis do outro lado do pavimento”, ilustra Mangabeira. Além disso, as dimensões definidas pelos projetistas precisam levar em conta que os painéis serão transportados manualmente pelos operários. Eles, por sua vez, conforme lembra Sant”Anna, estão cada vez mais treinados. “Em um dia colocamos armações, instalações elétricas, hidráulicas, tudo”, revela.

Ganhos
Outras vantagens apontadas pela Rodobens são a não dependência de fornecedores locais de mão de obra e materiais de fechamento, como blocos. “A parede de concreto tem menos insumos e demanda mão de obra menos especializada, como exigiria a alvenaria ou outro sistema”, diz Sant”Anna. Mangabeira lembra que o sistema proporciona uma obra mais limpa, racionalizada e organizada, com menos desperdício

Repetitividade de elementos é um dos principais fatores para viabilizar e tornar vantajoso o uso de sistemas de fôrmas para paredes de concreto

Características do concreto usado
Fck 25 MPa
Slump 22+-2
Fator a/c 0,65
Fc desforma = 2 MPa
Módulo de deformação Ec (tangente) >=28 GPa
Flow 600+-50 mm
Fibras têxteis para evitar retração mínimo 300 g/m3
Diâmetro máximo do agregado = 1,25 cm.

Com plena integração entre os projetos envolvidos, a construtora ganhou em produtividade. Após a concretagem das paredes, instalações elétricas e hidráulicas já estão prontas

FICHA TÉCNICA

Concreto: Supermix
Aço: Gerdau
Tela: Gerdau
Estrutura metálica (telhado): Kofar
Telhas cerâmica: Cerâmica São Bento
Louças: Deca
Metais: Docol
Cerâmica e porcelanato: Eliane
Caixilhos em alumínio: Esaf

Por: Bruno Loturco

 

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