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Sistema de gestão integrada de edifícios e automatização marcam interface digital entre prédio e usuário em Florianópolis

A incorporação de tecnologias para o conforto dos usuários apropriando- se de dispositivos eletrônicos como tablets e celulares está cada vez mais comum. No Hamilton Araujo Top Residence, em Florianópolis, todos os apartamentos e as áreas comuns contam com soluções de fácil operação que permitem ao usuário controlar a temperatura, a iluminação, a segurança e até o consumo de energia. Localizado na Avenida Poeta Zininho (Beira-Mar Continental), o prédio foi erguido pela construtora Beco Castelo em parceria com a Schneider Electric, e conta com o sistema KNX, de gestão integrada de edifícios. É um protocolo que, além de várias funcionalidades, permite a personalização de acordo com as necessidades e as exigências de cada morador. Neste residencial é possível, por exemplo, usar tablets e celulares para identificar quem está na portaria quando o interfone toca. Além disso, todas as cargas de energia podem ser desligadas remotamente quando a casa estiver vazia. Outra novidade do empreendimento é o Inside Control. Trata- -se de um comando, que pode ser acessado de dentro ou de fora do apartamento, que permite que a ambientação do espaço seja ajustada com iluminação e temperatura para diferentes situações, desde um verão escaldante até um dia de inverno europeu.

Certificação Leed passa a exigir declaração ambiental de produtos

A nova versão do selo internacional Leed (Leadership in Energy and Environmental Design) agora vai exigir informações sobre toda a cadeia produtiva de uma edificação. Com isso, será obrigatória a realização de uma Declaração Ambiental dos Produtos (DAP) que integram a construção. Com esse documento é possível fazer uma análise comparativa entre produtos de funções similares, com base em seu desempenho ambiental durante todo o ciclo de vida. Para obter uma DAP, os fornecedores da construção civil terão de desenvolver uma Avaliação de Ciclo de Vida (ACV), de acordo com as regras de cada categoria.

Na construção civil, 437 mil trabalhadores perdem o emprego

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), em parceria com a Fundação Getulio Vargas (FGV), houve uma queda de 2,20% no nível de emprego na construção em novembro de 2016, na comparação com outubro do mesmo ano. Foi a vigésima sexta queda consecutiva. No período de um ano, o saldo negativo é de 437 mil postos de trabalho (-14,5%), criando um estoque de 2,582 milhões de trabalhadores.

A crise do desemprego na construção civil no último mês de novembro, com o fechamento de mais de 58 mil postos de trabalho, já era esperada. “Além da queda contínua no volume de obras, os dois últimos meses do ano sazonalmente se caracterizam como um período de redução de vagas no setor, pois novas obras serão iniciadas só no ano seguinte”, afirma José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP.

O que preocupa Ferraz Neto é a continuação da queda dos indicadores de atividade dos segmentos antecedentes de novas obras: preparação de terrenos e engenharia e arquitetura, que em novembro caíram 3,73% e 1,87%, respectivamente. “É sinal de que o volume de novas obras continuará se reduzindo, o que deverá desempregar ainda mais gente no setor da construção. Precisamos de medidas emergenciais e reformas microeconômicas para reverter esse cenário.”

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