Conheça cases premiados do uso de BIM no Brasil

No cenário mundial da construção civil a tecnologia Building Information Modeling (BIM) está intrinsecamente incorporada aos processos. Nos Estados Unidos, por exemplo, 80% dos projetos são realizados em BIM. E países como Cingapura, Inglaterra, Holanda, Dinamarca, Finlândia e Noruega, já exigem o uso da tecnologia em projetos custeados pelo governo.

No Brasil, ainda estamos engatinhando e o percentual de utilização nacional da ferramenta gira em torno de 20%, segundo dados da CEBIC (Câmara Brasileira da Indústria da Construção).

José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, afirma que o BIM é um instrumento maravilhoso porque permite sucesso em todas as etapas de um projeto, desde o projetista até o fabricante de material. “Atualmente no país as grandes construtoras já estão usando e passaram a exigir BIM de seus pares. É um caminho sem volta.” O vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Paulo Sanchez, conta que no cenário nacional a entidade vem liderando uma discussão para levar o uso do BIM a todos os Estados, juntamente com o CEBIC e a COMAT (Comissão de Materiais, Tecnologia, Qualidade e Produtividade).

O caminho a seguir, de acordo com os executivos do SindusCon- -SP, é o fomento e implantação do BIM nas políticas públicas para a construção civil no Brasil, a exemplo do que acontece em Cingapura. “Essa discussão já está em pauta no âmbito federal. A tecnologia é extremamente adequada para um momento em que se deseja mudanças para o país”, afirma José Romeu Ferraz Neto. Para ele, os processos BIM são praticamente à prova de corrupção graças a um planejamento detalhado e à transparência de informações em todas as etapas da obra.

Uma evidência da importância dessa ferramenta é o I Prêmio de Excelência BIM do SindusCon-SP. Francisco Antunes de Vasconcellos Neto, vice-presidente do sindicato, tem a convicção de que o uso do BIM vai revolucionar o setor, trazendo benefícios. “A tecnologia trará uma movimentação disruptiva que mudará a forma de se estruturar para construir”, diz. Para Vasconcellos, a premiação é um reconhecimento às empresas e pessoas que acreditam que a ferramenta oferece transparência e melhorias em custos e processos.

Prêmio de Excelência BIM do SindusCon-SP evidencia uso da tecnologia no País
No dia 26 de outubro de 2016, o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo anunciou os vencedores do I Prêmio de Excelência BIM do SindusCon-SP. Participaram da premiação nacional 15 finalistas em cinco categorias: academia, construtor, contratante, fornecedor e projetista. O objetivo da iniciativa, que terá a próxima edição em 2017, é promover a adoção da ferramenta em empreendimentos, empresas e entidades públicas, além de disseminar as melhores práticas de uso, fomentar a implantação nos currículos universitários brasileiros e incentivar o desenvolvimento de bibliotecas BIM pelos fornecedores de materiais e componentes de construção. José Romeu Ferraz Neto, presidente do SindusCon-SP, afirma que a associação foi a primeira a promover o BIM no Brasil. A iniciativa pioneira começou em 2006, com a Missão Técnica do Comitê de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP (CTQ) aos Estados Unidos. “Visitamos diversas universidades americanas onde já havia pesquisas sobre a ferramenta”. Na volta, as equipes técnicas começaram a propagar a tecnologia no país através dos Seminários BIM, na 7ª edição em 2016. “O Prêmio é muito importante para consolidar o incentivo à implantação da ferramenta”, afirma. O vice-presidente de Tecnologia e Qualidade do SindusCon-SP, Paulo Sanchez, afirma que das cinco categorias participantes, as construtoras são as mais envolvidas no desenvolvimento de projetos BIM. “O próximo passo é incentivar seu uso em três frentes: na academia, entre fornecedores e projetistas”, afirma Sanchez. Ele comenta que há uma exigência muito grande do mercado, no qual vão se consolidar apenas aqueles que se anteciparem no conhecimento e oferta da tecnologia.

Virtual Design and Construction Leaner Than Before, de João Bosco P. Dantas Filho, Bruno M. Angelim e José de Paula Barros Neto – Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia do Ceará (UFC)
O trabalho Virtual Design and Construction Leaner Than Before, de autoria dos três acadêmicos, foi apresentado pelo professor Barros Neto na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, durante a 24th Annual Conference of the International Group for Lean Construction, em julho de 2016. Os autores aplicaram ferramentas de ‘lean construction’ para diagnosticar e propor melhorias no fluxo de trabalho de construção virtual com tecnologia BIM. Segundo Bosco Dantas, o Prêmio é importante para a acadêmica por realizar um reconhecimento ao esforço dos pesquisadores, colocando em evidência os resultados das pesquisas e contribuindo para a difusão do conhecimento científico. Barros Neto acredita que a iniciativa aproxima a universidade do meio profissional, coloca em evidência o resultado das pesquisas fora da academia e faz com que as instituições de ensino se motivem a investir na tecnologia BIM, como é o caso da Universidade Federal do Ceará, que já utiliza a plataforma em todas as aulas, melhorando a formação do aluno de várias engenharias e arquitetura.

Modelo de gestão como projeto-piloto aplicado, da Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário
O projeto finalista da Camargo Corrêa é o edifício comercial Jurubatuba Empresarial, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista, concluído em setembro de 2016, dentro do cronograma e com uma redução de 10% dos custos. A empresa concorre pelo modelo de gestão como projetopiloto aplicado em BIM. Segundo Luiz Iervolino, diretor de engenharia e sistemas de gestão da CCDI, o Prêmio é um grande estímulo para colocar os profissionais em evidência, mobilizar a área e sinalizar positivamente para este processo evolutivo da tecnologia. Iervolino afirma que a empresa começou a implantar a tecnologia BIM há cinco anos, investindo em treinamentos e estudos. Ele conta que naquele momento foi um desafio montar um modelo de gestão BIM porque muitos projetistas se recusaram a participar. Agora, ele garante que há pouca resistência porque toda a cadeia da indústria percebeu a relevância da ferramenta. Atualmente, a tecnologia é utilizada em 100% dos processos da construtora e, segundo o diretor, os resultados se refletem em economia, segurança e qualidade.

Para Leandro Duarte Marveis, gerente de suporte operacional e pós-obra, o Prêmio mostra que o BIM pode ser aplicado em qualquer esfera da construção e por empresas de todos os tamanhos, democratizando o conhecimento e quebrando o mito de que só as grandes podem.

Biblioteca de formas para estruturas de concreto armado, de Romeu da Silva Neiva Neto e Regina Coeli Ruschel – Laboratório de Ensino Básico da Unicamp
O projeto dos pesquisadores da Unicamp nasceu de um grupo de pesquisa da universidade. E evoluiu para uma parceria entre a construtora Innovar e os estudos de BIM na Universidade Estadual de Campinas, originando o edifício comercial B&B Business, em Goiânia, o primeiro da capital de Goiás a ser construído com a tecnologia. Os acadêmicos desenvolveram uma biblioteca de formas para estruturas de concreto armado incorporando BIM. É um acervo técnico de componentes para um sistema construtivo que atende os diferentes agentes da cadeia de construção, com diretrizes de como esses componentes podem ser abordados para os diversos usos de BIM no mercado.

De acordo com Romeu Neto, muitos estudantes de arquitetura e engenharia pensam em abrir empresas focadas em BIM depois de formados, atentos às demandas do mercado. Porém, as universidades brasileiras ainda carecem de profissionais capacitados para transmitir esse conhecimento aos alunos. Por isso, a área acadêmica ganha muito com o Prêmio, pois ele impulsiona os professores da graduação e da pós-graduação a desenvolverem pesquisas com a tecnologia.

Gestão de projetos em hipermodelos para o Sebrae-ES, do arquiteto Carlos Eduardo Calmon
Foi graças ao uso do BIM que o arquiteto Carlos Eduardo Calmon, da MCA Arquitetura, ganhou um dos contratos de licitação do Sebrae Espírito Santo para projetar a nova sede da entidade, em Vitória. Ele conta que uma das cláusulas do edital exigia que todas as etapas do projeto deveriam ser modeladas e parametrizadas na tecnologia BIM. O case do finalista, em gestão de projetos em hipermodelos, está no estágio de fundações, com previsão de inauguração em janeiro de 2018. Segundo Calmon, a indicação na premiação do SindusCon-SP vem como mais uma valorização a um trabalho já premiado internacionalmente, em 2015, no XII Grande Prêmio de Arquitetura Corporativa. O projeto recebeu o reconhecimento na categoria Green Building. O arquiteto afirma que o BIM ainda é uma ferramenta pouco presente na construção civil, que segue uma cultura de trabalho artesanal.

Contudo, ele acredita que a tecnologia vem para garantir a integração entre o canteiro de obras e o escritório, padronizando processos e facilitando o gerenciamento de todas as instâncias. Ao favorecer o planejamento, diz, o BIM traz economia, rapidez, transparência e qualidade a projetos de qualquer tamanho.

Charme da Villa, edifício residencial em São Paulo, da Edalco Construtora
A empresa concorreu com o case do Charme da Villa, um edifício residencial em construção na Vila Prudente, em São Paulo, com entrega prevista para o segundo semestre de 2017. O projeto foi modelado em 3D (modelo virtual), 4D (planejamento) e 5D (orçamentos). Todas as etapas préconstrutivas foram realizadas em BIM, bem como o gerenciamento e controle de prazos, através do processamento de dados e análises suportadas pelo software Vico Office.

Para Alexandre Couso, diretor da construtora, a tecnologia tem provocado transformações significativas no mercado brasileiro de construção civil. Couso acredita que o Prêmio é importante para as empresas do segmento apresentarem seus esforços e compartilharem desafios com outros agentes da cadeia produtiva da construção. Esse compartilhamento de experiências fomenta o avanço da agenda BIM nas companhias, demonstrando que a tecnologia já é uma realidade na área e está acessível a todos. O diferencial do projeto da Edalco é a estratégia de implementar o BIM de maneira híbrida e multilateral nos departamentos, com a participação e envolvimento de todos os profissionais da empresa. Couso considera outro ponto distinto na construtora: o alcance do BIM no gerenciamento da obra, onde as medições de planejamento são realizadas no ambiente da ferramenta, o que devolve à equipe da obra informações precisas para tomadas de decisão e controle de prazos e custos. O executivo afirma que o BIM é um processo irreversível, pois a mudança proporcionada pela tecnologia é profunda e altamente positiva.

Projeto do edifício Espraiada Corporate, em São Paulo, pela Projetar Engenharia de Sistemas
A Projetar Engenharia concorreu com o case do edifício corporativo Espraiada Corporate, em São Paulo, 100% desenvolvido em BIM, incluindo as partes hidráulicas, elétricas e de combate a incêndio. O prédio ainda está em fase de projeto. Para Fábio Pimenta, sócio-diretor da companhia, o Prêmio é a iniciativa de maior amplitude no Brasil e ser um finalista é extremamente recompensador.

Pimenta afirma que no Brasil a tecnologia BIM está sendo disseminada e implantada em todas as empresas do setor com a mesma qualidade do exterior, mas sem tanta pujança. Para o diretor, a ferramenta segue com um alto custo de implantação para a realidade do mercado – além do investimento tecnológico, há um período de treinamento e adaptação de infraestrutura corporativa para utilizar o BIM de maneira otimizada. Entretanto, Pimenta acredita que num futuro próximo esse será o instrumento mais necessário na construção civil e tem certeza de que haverá mais projetos BIM em todas as instâncias. De acordo com o sócio-diretor, há um retorno desse investimento e a empresa já consegue produzir uma representação de maior valor agregado aos projetos.

Base de dados integrada entre Propostas, Orçamento, Coordenação e Obra, da Método Potencial Engenharia
De acordo com Mariana Guedes, gerente de engenharia BIM na construtora Método, a utilização da ferramenta, desde 2008, vai ao encontro da filosofia da construtora, que é ter uma base de dados integrada entre Propostas, Orçamento, Coordenação e Obra. O case apresentado para a premiação reúne toda a expertise desenvolvida na empresa nos últimos oito anos. Nele, Mariana explica que foram aplicados os conhecimentos mais consolidados e também as últimas inovações, e, mesmo antes da conclusão da obra, já somam diversas experiências positivas, desde a fase de pré-construção e coordenação de projetos, até a utilização em campo. A empresa entende que o BIM é um caminho sem volta, no qual torna-se restrito usar somente informação bidimensional para todos os processos que envolvem o escopo de atividades da companhia. Para a Método, a ampliação as possibilidades que vêm com a tecnologia traz muitas vantagens. Não apenas o mercado fará com que a utilização do BIM seja indispensável para o avanço da cadeia de fornecedores da construção civil, mas também ações governamentais virão, tornando a tecnologia um formato padrão para seus processos. Chegará o momento em que a competitividade fará com que as empresas sem BIM não tenham como se manter na concorrência.

Construção do Cantareira Norte Shopping, da Sinco Engenharia
O case da empresa é o Cantareira Norte Shopping, em São Paulo, inaugurado em abril de 2016, após 18 meses de obras. A arquiteta Priscila Castro, gerente de departamento BIM/Projetos da Sinco, conta que há três anos foi difícil convencer a incorporadora a contratar todas as etapas da obra em BIM, incluindo projetistas, arquitetos, equipes de fundação, arcondicionado, metais, hidráulica, suprimentos, entre outros.

Segundo Priscila, o esforço valeu a pena porque no final os resultados foram extremamente positivos. Na obra de 55 mil metros quadrados, a construtora conseguiu reduzir os riscos, os custos, além de oferecer transparência em todas as etapas do processo, pois a clareza do projeto em 3D permitiu uma comunicação funcional entre todos.

A arquiteta afirma que o grande desafio do projeto foi a contratação de projetistas externos. Por isso, destaca a importância do Prêmio na divulgação da tecnologia em todas as esferas da construção civil, na possibilidade de mostrar seus usos e a segmentação das expertises na cadeia produtiva. Para a gerente, o BIM chega para melhorar a tecnologia da industrialização da construção.

De acordo com a arquiteta, ainda há resistência, faltam políticas públicas de incentivo, mas é uma tendência que não tem mais volta. Cada vez mais o mercado utilizará essa tecnologia, sendo preciso investir na ferramenta.

Projeto do edifício Espraiada Corporate, em São Paulo, pela Projetar Engenharia de Sistemas
A empresa foi indicada pelo projeto estrutural do edifício residencial Vision Capote Valente, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, 100% desenvolvido em BIM. O prédio, construído pela Gafisa, tem data de conclusão prevista para abril de 2018.

Segundo o diretor Reinaldo Kaizuka, líder da equipe de implantação da tecnologia na companhia, o principal diferencial do projeto foi a legitimidade das informações que são modeladas e entregues ao cliente, uma vez que toda a documentação 2D reproduz fielmente as informações que foram modeladas sem que seja necessário qualquer tipo de complementação gráfica.

Kaizuka acredita que o Prêmio ajudará a disseminar mais o BIM, contribuindo com o seu crescimento no ramo, uma vez que muitos profissionais ainda não estão dispostos a investir na ferramenta. Para o diretor, essa resistência demandará um grande esforço inicial para a readequação nesse novo conceito no mercado. Em sua opinião, o BIM é um processo tão complexo e agregador que se torna irreversível, pois uma vez que disfrute de seus benefícios, a empresa e o cliente jamais conseguirão abandonar a tecnologia.

Biblioteca de vigas-padrão ferroviárias, do Kim Projetos e Engenharia
O case do Kim Projetos é de infraestrutura de viadutos ferroviários em quatro estações de trem em Belo Horizonte, uma obra que segue em execução na capital mineira. De acordo com o CEO Wellington Kim, o destaque é uma biblioteca de vigas-padrão desenvolvidas para o DER-MG (Departamento de Estradas e Rodagem de Minas Gerais), que conta com modelos entre seis e oito vigas. Kim afirma que essa biblioteca permite economizar tempo e dinheiro porque basta inserir os números para obter os cálculos automaticamente. Outra vantagem é na automação das rotinas de licenças Autodesk, em um processo com capacidade de reduzir para cinco licenças uma operação na qual eram necessárias mais de 100 autorizações.

Para o CEO, o Prêmio é uma referência no setor e ser um dos finalistas traz uma enorme satisfação profissional. Wellington Kim acredita que é preciso desenvolver uma cultura BIM no país e consolidá-la em esferas além das construtoras. Essa estratégia seria essencial para centralizar todos os processos, firmar mais parcerias e obter bons resultados a médio e longo prazo. Ele defende que a ferramenta funciona como plataforma colaborativa, ou seja, quanto mais parcerias há em um projeto, mais soluções conjuntas são pensadas.

Biblioteca para o cálculo de materiais e tipologias em drywall, da Placo do Brasil
A Placo do Brasil foi selecionada por uma ferramenta de consulta online, a Espaço Técnico, uma biblioteca BIM para o cálculo de materiais e das tipologias em drywall, disponível para download desde 2015. As tipologias podem ser acessadas para consulta e download através de uma plataforma online ou ainda através de plug-in que pode ser instalado no software de projeto (REVIT ou SketchUP). Douglas Meirelles, coordenador do departamento técnico da empresa, acredita que a premiação é um estímulo para as empresas que tomam a iniciativa, apostam e se dedicam à inovação, à produtividade e ao oferecimento de soluções e tecnologia para seus clientes.

Meirelles explica que a plataforma de seleção de paredes em drywall é didática e criativa, definindo requisitos de desempenho sob demandas específicas. As principais informações para a seleção são: pé direito, nível de desempenho acústico, resistência ao fogo, condições do local de aplicação. Para o coordenador, o BIM já é uma realidade no segmento. Ele defende que a tecnologia não é apenas um novo modo de realização de projeto, mas um conceito inteligente que permite aos usuários a interoperabilidade em seus processos, gerando informações consistentes e modelos visuais significativos, capazes de oferecer um modelo de gestão detalhado.

Projeto da Clínica Baum, da IDP Brasil Engenharia
A arquiteta Francine Ramil, gestora do projeto BIM na empresa, acredita que o Prêmio representa uma vitrine para todos os segmentos da construção civil que utilizam a tecnologia em seus trabalhos. A IDP Brasil foi finalista com o case da Clínica Baum, um hospital de 23 mil m2, capacidade para 130 leitos e 13 especialidades médicas na cidade de Blumenau (SC). O projeto foi integralmente desenvolvido em BIM, com equipes integradas, mas localizadas em três cidades diferentes. A previsão de inauguração do edifício é no primeiro semestre de 2018. Os projetistas do Grupo IDP ficaram responsáveis pelas etapas de estrutura metálica e de concreto, hidráulica, saneamento, elétrica, telecomunicações, terraplenagem, drenagem, climatização, gases medicinais, urbanização e paisagismo. Enquanto à Kahn do Brasil, coube a arquitetura e os interiores. Francine afirma que é um projeto de alta complexidade, em processo de certificação LEED e LBC, no qual o papel da integração entre disciplinas é fundamental para o funcionamento de um edifício hospitalar.

Francine diz que no Grupo IDP está muito claro o conceito de que o futuro da construção está necessariamente alinhado à tecnologia BIM, pois a ferramenta revoluciona a forma de projetar, representar e integrar os projetos de engenharia. Para ela, é uma revolução sem volta e, em poucos anos, será o sistema dominante no mercado mundial de construção civil. O número de empresas adeptas ao BIM é crescente e os organismos públicos já estão sensibilizados ao tema.

Biblioteca para portas de madeira, da Pormade Portas de Madeiras Decorativas
O case da Pormade é o desenvolvimento de uma biblioteca BIM para portas de madeira. Beatriz Bollbuck, diretora executiva, financeira e gestora do projeto BIM, afirma que a empresa é a única do setor a oferecer esse tipo de tecnologia. O desenvolvimento da biblioteca começou em 2012 e, para Beatriz, a indicação é o reconhecimento de um árduo trabalho em equipe.

A diretora afirma que o diferencial da aplicação BIM é que os produtos seguem as normas ISO e ABNT e oferecem soluções técnicas diversas. Ao colocar as portas da companhia no projeto, o cliente tem acesso gratuito à biblioteca, com possibilidades variadas de ajustes às paredes.

Beatriz acredita que a tecnologia BIM é um caminho a ser seguido por todas as empresas do segmento, embora algumas hesitem investir em algo ainda visto como custo. Para ela, BIM é uma inovação que veio para ficar porque oferece mais segurança. No caso de seu produto, é um atrativo para quem compra pois está disponível para a visualização pelo cliente final, que acessa gratuitamente a biblioteca e consegue comparar modelos e opcionais que melhor se adaptem às suas necessidades.

Por: Alexandra Gonsalez

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