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ABNT lança norma técnica com requisitos mínimos e aplicação de poliureia
A Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) lançou em outubro a NBR 16.545:2016 Revestimentos de Alta Espessura com Sistemas de Poliureia e Híbridos de Poliureia/Poliuretano – Requisitos de Desempenho. A norma inclui definições, parâmetros de desempenho, requisitos de segurança e meio ambiente, entre outros itens. Segundo o coordenador da Comissão de Estudo de Poliuretano (ABNT/CE – 010.501.09), Vinicius Serves, é exigida na normativa uma resistência mínima de impermeabilização e proteção mecânica. “Fizemos uma norma básica que especifica a performance mínima do produto e fornece um guia de melhores práticas para se aplicar o material. Como cada segmento é muito específico, é impossível criar uma norma que englobe todos os segmentos. O ideal é que cada Comitê Brasileiro da ABNT use a norma como matriz para criar a normatização específica da sua área”, explica. O desenvolvimento da norma, iniciado em julho de 2013, contou com empresas do setor e 78 profissionais em 39 reuniões.

Laboratórios do IPT farão ensaio para determinação de ruído hidrossanitário
O Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) inaugurou três câmaras reverberantes que servirão para a realização de ensaios de ruído hidrossanitário e de impacto em piso em escala real. As câmaras começaram a ser construídas em fevereiro de 2015 e foram concluídas no mesmo ano, em setembro. Em 2016, foi realizado um trabalho de qualificação do laboratório. Uma das câmaras será usada para a medição de ruído de impacto de piso e as outras duas formam um conjunto de uma sala em andar superior, onde foi montado um banheiro experimental, e uma sala no piso térreo para medição de ruído das tubulações do banheiro e da tubulação hidráulica das paredes. O IPT, até então, realizava apenas ensaios em campo. Agora, por meio de ensaios laboratoriais, pode-se verificar o chamado potencial do sistema construtivo de piso, como explica a pesquisadora Cristina Yukari Kawakita Ikeda. “Os testes feitos em obras permitem observar somente uma situação específica de um determinado projeto, com uma determinada vinculação estrutural e volumetria”, disse.

Software gratuito auxilia projetos sustentáveis a obterem certificações
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) apresentou aos empresários do setor recentemente o software Edge (Excellence in Design for Greater Efficiencies), implementado pela incorporadora Canopus como piloto, em 2014. O objetivo da tecnologia é facilitar a adaptação de pequenas e médias empresas da área à construção sustentável. Neste ano, o Edge foi introduzido em maior escala a partir de uma estratégia de implementação da International Finance Corporation (IFC), braço do Banco Mundial para o financiamento privado. O software é gratuito e aponta eventuais falhas na base do projeto utilizado. Para edifícios não residenciais, ele mostra quanto a mais custará para implementar uma construção verde e em quanto tempo o recurso investido é recompensado com a economia obtida em outras variáveis. Ele também auxilia as empresas a adequarem-se a selos de certificação sustentável, como Leed, Aqua, Breeam, DGNB, Procel Edifica, Casa Azul e Qualiverde. Para acessar o software visite o site www.edgebuildings.com.

CBIC lança publicações gratuitas sobre uso eficiente de água e energia em edifícios
A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), por meio da sua Comissão de Meio Ambiente (CMA), lançou no dia 23 de outubro duas publicações referentes aos temas água e energia. Os livretos são “Gestão de Recursos Hídricos na Indústria da Construção – Uso Eficiente da Água em Edifícios Residenciais” e “Gestão Eficiente da Energia na Indústria da Construção – Energia Solar Fotovoltaica em Condomínios – Oportunidades, Aplicações e Boas Práticas”. “A [publicação] de Recursos Hídricos, além de tratar da parte tecnológica, o que deve ter nos projetos, fala também de como operar o empreendimento no que se refere à gestão das perdas”, destaca Nilson Sarti, presidente da CMA/CBIC. “Já o [livreto] de Energia Renovável, apresenta uma série de orientações para o empreendedor de como fazer análise do empreendimento, localização, incidência da luz solar, o que deve ter no projeto para maximizar o projeto na parte de energia solar”, completa. O material está disponível para download gratuito no site do CBIC.

Laboratório do Senai em Cascavel é acreditado para realizar ensaios pelo Inmetro
O laboratório de construção civil do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) de Cascavel (PR) recebeu aprovação do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) para realizar quatro modalidades de ensaios: pré-fabricados (blocos de concreto e paver), blocos cerâmicos e concreto. A responsável técnica pela qualidade do laboratório, Danielli Possamai Fortunato, afirma que a intenção é ampliar ainda mais o escopo no futuro. O novo serviço deve baratear os custos das empresas do Oeste do Paraná, que antes faziam ensaios em laboratórios de outras regiões do Estado ou até mesmo em São Paulo. A estrutura atende a indústrias de cidades como Foz do Iguaçu, Missal, Itaipulândia, Toledo, Entre Rios, Pato Bragado e São Miguel do Iguaçu. “Com a certificação junto ao Inmetro, poderemos atender às demandas de empresas de cerâmica e de pré-fabricados, participantes do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) da nossa região”, acrescenta Fortunato.

Presidente Prudente desenvolve sistema para fiscalizar obras privadas
A Prefeitura de Presidente Prudente (SP) apresentou no último mês o Geo Terrenos, projeto de georreferenciamento de obras privadas que tem como objetivo informatizar a fiscalização e o monitoramento de obras na cidade. De acordo com o secretário de Tecnologia do município, Rogério Marcus Alessi, a proposta foi desenvolvida após a constatação de que muitas obras estavam sendo abandonadas e outras sequer iniciadas. “Nossa expectativa com o sistema é de uma recuperação de R$ 1 milhão em impostos por ano”, ressalta. O funcionamento da identificação acontece quando uma obra é inserida no sistema, no momento em que é realizado o pedido de alvará de execução junto à Secretaria de Planejamento, Habitação e Desenvolvimento Urbano (Seplan). “Assim, conseguimos identificar pelas imagens de satélite que muitas obras solicitadas há alguns anos já foram concluídas. Em alguns casos, as pessoas estão residindo nos imóveis e não regularizaram junto à prefeitura”, explica Alessi. Com essa incompatibilidade entre a situação real e o cadastro da prefeitura, os impostos devidos deixam de ser recolhidos, como a taxa de iluminação pública e o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU).

Futura torre mais alta do mundo começa a ser construída em Dubai
Foi iniciada no mês passado a construção do futuro edifício mais alto do mundo. A Torre (ou The Tower, em inglês) deverá ultrapassar o Burj Khalifa, que tem 829,8 m de altura e também está localizado em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Segundo o governo local, a previsão é que a obra seja concluída no ano de 2020. O projeto The Tower é do arquiteto espanhol Santiago Calatrava e tem seu projeto inspirado na cultura islâmica. Na etapa de construção, já será possível desfrutar de uma vista panorâmica de toda a cidade, a partir do pináculo e deques de observação com jardins, referência aos Jardins Suspensos da Babilônia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. A forma do edifício evoca a de um lírio, mas também se assemelha à de um minarete ou a torre de uma mesquita. Durante a noite, os cabos que conectam a estrutura serão iluminados. A futura torre mais alta do mundo ainda não teve a sua altura divulgada. De acordo com a Agência de Notícias EFE, o empreendimento custará cerca de US$ 1 bilhão (R$ 3,5 bilhões).

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