Notícias rápidas da engenharia

Torre mais esbelta do mundo chega à altura máxima

A torre de observação British Airways i360, na Inglaterra, atingiu sua altura máxima de 138 m. Se levados em conta os níveis subterrâneos, medirá 162 m. Considerada pelo Guiness World Record como a torre mais esbelta do mundo, a estrutura possui 3,9 m de diâmetro e uma proporção de pouco mais de 40 m de altura para cada 1 m de base. A torre está agora em fase de inspeção final e deve ser inaugurada nos próximos meses. A construção conta com um elevador em 360° com capacidade de transportar até 200 visitantes por viagem, que poderão apreciar a vista da cidade de Brighton e a paisagem do Parque Nacional de South Downs. A torre é composta por segmentos de tubos metálicos, que foram montados a partir de uma estrutura de apoio temporário na base. Com o auxílio de equipamentos hidráulicos, os segmentos foram posicionados sob a torre e aparafusados a ela. Em seguida, o conjunto da torre era elevado para que fosse instalado um novo segmento metálico. O projeto da torre é da Mark Barfield Architects.

MPF aciona Crea-GO para que engenheiros deixem de fazer projetos arquitetônicos

O Ministério Público Federal de Goiás (MPF-GO) entrou recentemente com uma ação civil pública contra o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea-GO), pedindo que a entidade não permita que engenheiros realizem atividades profissionais relacionadas ao Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Estado de Goiás (CAU-GO), como a elaboração de projetos arquitetônicos. De acordo com a ação, o Confea e o CAU-BR teriam 180 dias para editarem uma norma conjunta, ou seja, estabelecer as atribuições a cada profissional. A imposição do MPF deverá ser válida enquanto a norma conjunta, prevista por lei, não for editada. Enquanto isso, o CAU-GO também deverá respeitar o espaço restrito dado à engenharia. Será aplicada uma multa para cada violação notificada. Em resposta, o Crea-GO afirmou que “as entidades competentes para criação das normativas sobre o sombreamento das atividades de engenharia e arquitetura são o Confea e o CAU-BR, e que cabe aos conselhos regionais fiscalizar o que é determinado pelos conselhos federais”.

Mercado Modelo de Salvador passará por reforma estrutural

 

O Mercado Modelo, edifício histórico localizado em Salvador, será restaurado com projeto da arquiteta Kiki Meirelles. Suas características originais devem ser mantidas, mas as partes estrutural, elétrica, hidrossanitária e de equipamentos de segurança contra incêndio e pânico serão reestruturadas, de modo a atender às normas técnicas e legislações vigentes. A proposta também inclui medidas sustentáveis, como reaproveitamento de águas da chuva, geração de energia por fonte solar, reciclagem de materiais, coleta seletiva de lixo e tratamento de esgotos. No subsolo está prevista a instalação de um espelho d’água com profundidade de 20 cm. Para isso, será realizada a impermeabilização, limpeza do piso e a substituição da água salgada por uma com salinidade próxima de zero, que deve ser utilizada para o resfriamento do ambiente. O Mercado Modelo foi concluído em 1861 e tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em 1966.

USP faz audiência pública para a concessão do seu centro de convenções

Foi realizada no último mês, na Cidade Universitária, uma audiência pública para a concessão de direito de uso e exploração do centro de convenções da Universidade de São Paulo (USP). O edifício, cujo projeto arquitetônico é de Paulo Bruna, tem 36 mil m² e está com 70% das obras concluídas. O contrato de concessão inclui a conclusão da obra no prazo máximo de 12 meses. Está prevista também a ocupação do complexo para exploração dos serviços de organização e realização de feiras, exposições e eventos, além da manutenção da área durante os 30 anos de vigência do contrato. O vencedor deverá investir cerca de R$ 60 milhões para a finalização da obra, que inclui, entre outros itens, a adequação das áreas do entorno e do estacionamento externo e acabamentos como forro, acústica e cenotécnica. Também será de responsabilidade da empresa a segurança do local e do público. O espaço será concedido à empresa que oferecer o maior valor à universidade, sendo o valor mínimo da taxa administrativa de R$ 250 mil ao mês. A USP também receberá 1% do faturamento bruto do empreendimento.

 

Começa a construção da terceira estação da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo

Começaram no último mês as escavações da Estação João Paulo I, da Linha 6-Laranja do Metrô de São Paulo. A operação da linha deve ocorrer apenas em 2021, um ano após o prazo inicial. O motivo para o atraso, segundo a Secretaria dos Transportes Metropolitanos, é “um atraso de mais de um ano no recebimento do financiamento federal, da Caixa Econômica Federal (CEF)”. Após a conclusão da etapa de escavação e contenção do poço da João Paulo I, a estação receberá a passagem pelo shield, também conhecido como tatuzão. Ela é a segunda estação do trecho Norte a receber o equipamento. O empreendimento contará com uma área total de 16,9 mil m², cinco pavimentos subterrâneos e profundidade máxima de 44 m. A estação também terá um terminal de ônibus integrado.

Prefeitura do Rio apresenta plano para ciclovia Tim Maia

A Prefeitura do Rio de Janeiro apresentou em junho o plano de reconstrução da ciclovia Tim Maia. A expectativa é de que a obra esteja finalizada em agosto. O projeto é resultado da perícia feita pelo Instituto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe/UFRJ) e pelo Instituto Nacional de Pesquisas Hidroviárias (INPH). As instituições indicaram falha técnica no projeto executivo, com subdimensionamento da plataforma, que não estava com peso adequado para suportar o esforço vertical das ondas. Para a reconstrução, será necessário um reforço estrutural da plataforma com a utilização de cargas adequadas aos esforços vertical e horizontal, o fortalecimento dos pilares e a ancoragem da estrutura na rocha para ondas com recorrência de 100 anos, que segundo os estudos tem previsão de 6,6 t/m², de baixo para cima. A análise da ação das ondas nos demais trechos da ciclovia poderá ou não indicar o reforço do restante da estrutura.

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