Editorial: volta às origens

Em tempos de turbulência, é natural que incorporadores e construtores adotem uma postura conservadora nos negócios. Levantamento feito pelo Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP) e pela Fundação Getulio Vargas (FGV) no final de 2015 revelou que os empresários do setor estão menos propensos, neste momento, a investir em máquinas, equipamentos e novas tecnologias. A palavra de ordem é previsibilidade – de custo, de prazos, de recursos – para não haver estouros que possam comprometer a tênue viabilidade dos novos empreendimentos. Por isso, a engenharia se volta às técnicas construtivas tradicionais, para as quais já existem amplos parâmetros históricos de produtividade. Na reportagem de capa desta edição, mostramos os cuidados a serem adotados na concepção dos projetos de fôrmas e escoramentos, que respondem por cerca de 11% do custo de estruturas de concreto armado. Os cuidados na gestão de projetos também é tema da entrevista do mês com Giulliano Polito, diretor de construção da construtora Lorenge, de Vitória, e autor do livro Gerenciamento de Obras (Editora PINI).
Boa leitura!

Por Renato Faria

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