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Sombrites do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, são testados em túnel de vento do IPT

O Centro de Metrologia Mecânica, Elétrica e de Fluidos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo (IPT) realizou uma série de ensaios de carregamento estático do vento com os sombrites que serão utilizados no estacionamento do Aeroporto Internacional Tom Jobim, no Rio de Janeiro, em construção pelo Consórcio Construtor Galeão. Para os testes, o IPT se baseou na NBR 6.123:1988 Forças Devidas ao Vento em Edificações. Porém, a equipe relata que descobriu um aspecto não tratado pela NBR até agora: quando a norma trata dos coeficientes de pressão, ela estabelece que para as coberturas isoladas a uma ou duas águas planas (superfícies), a ação do vento é exercida diretamente sobre as faces superior e inferior, mas não há referência à configuração a quatro águas, que foi o modelo testado pelo IPT. Para simular as condições reais do vento no local em que as coberturas serão instaladas os pesquisadores realizaram o ensaio com vento em regime de escoamento suave e também com escoamento turbulento. As maquetes usadas foram construídas na escala 1:10. Além disso, os ensaios foram feitos com e sem a inclusão de maquetes de automóveis para verificar a sua influência no carregamento do vento nos sombrites. Com carros estacionados, as forças de sustentação e o momento fletor foram maiores que os obtidos sem carros estacionados, enquanto a força de arrasto e o momento torçor no sombrite com os automóveis estacionados possuíam sentidos opostos na comparação com os resultados obtidos sem a presença dos carros. Segundo o instituto, os resultados mostraram que os esforços no telhado a quatro águas são menores em comparação a outras configurações; além disso, conforme previsto em estudos nacionais e internacionais, predominou a sucção em cobertura e, principalmente, na região da cumeeira, que é o seu ponto mais alto.

Estádio Manoel Barradas, em Salvador, será reformado em 2017

Está programado para o ano que vem o início das obras de reforma do estádio Manoel Barradas, o Barradão, em Salvador. O projeto do arquiteto Ivan Smarcevski prevê cobertura metálica para uma área 30 mil m² e ampliação da capacidade de público, que hoje é de 35 mil pessoas. As arquibancadas serão ampliadas em 4,5 m² e ganharão assentos. Com a reforma, o Barradão passa a seguir o modelo das chamadas “arenas” de futebol. A área técnica do estádio, por sua vez, será ampliada com novos vestiários, salas de fisioterapia, salão de imprensa, refeitórios para funcionários, entre outras instalações. A área externa do estádio abrigará estacionamento coberto e descoberto. A expectativa é de que o projeto seja entregue em 2019, aniversário de 120 anos do Esporte Clube Vitória, time da casa.

Projeto de lei que prevê obrigatoriedade de telhados verdes em São Paulo é vetado por Fernando Haddad

Foi vetado recentemente pelo prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, o Projeto de Lei (PL) 572 de 2015, de autoria da vereadora Sandra Tadeu (DEM-SP), que instituía telhados verdes em novas edificações de três ou mais pavimentos. O prefeito justificou a sua decisão no Diário Oficial da Cidade de São Paulo argumentando que o projeto poderia prejudicar edificações de baixo padrão que não se enquadrassem no conceito de Habitações de Interesse Social (HIS), uma vez que a implantação da cobertura vegetal implica alto acréscimo no custo da obra, pela necessidade de reforço estrutural nas lajes, vigas e pilares para suportar o acúmulo de água da chuva e o peso total da vegetação, incluindo o sistema de drenagem. Haddad também sublinhou a defasagem no conhecimento sobre esse novo modelo sustentável e sugeriu a escolha do mecanismo a ser adotado de acordo com o respectivo projeto arquitetônico e à vista dos diversos padrões construtivos consolidados.

Engenheiros civis terminam 2015 ganhando em média R$ 6.948 no Brasil

Uma pesquisa divulgada pelo Salariômetro, ferramenta da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), mostrou que os engenheiros civis terminaram o ano de 2015 ganhando, em média, R$ 6.948 no Brasil. O mesmo estudo apontou que, entre julho e dezembro do ano passado, 3.456 profissionais foram contratados. A fundação registra também que os homens ganham em média R$ 7.070, enquanto a média salarial das mulheres que exercem a mesma função é de R$ 6.453. No quesito admissões, foram 2.776 engenheiros civis contratados, contra 680 contratações de engenheiras civis. Segundo o levantamento da Fipe, o Rio de Janeiro é o Estado em que esses profissionais ganham mais, com média de R$ 8.468, seguido por Espírito Santo e Distrito Federal, com salários em torno de R$ 8.402 e R$ 7.962, respectivamente. Os Estados com menores médias salariais são Tocantins (R$ 4.159), Amapá (R$ 4.728) e Mato Grosso (R$ 4.989). São Paulo liderou em números de admissões (996), seguido por Minas Gerais (485) e Rio de Janeiro (418).

Confea cria site para tirar dúvidas sobre nova carteira profissional

O Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) disponibilizou o site da nova carteira profissional do Sistema Confea/Crea e Mútua. A página visa a tirar dúvidas relacionadas ao novo dispositivo, além de hospedar informações relacionadas a segurança, certificação digital, vantagens, for mato e modo de obtenção. Segundo o site, os próprios profissionais devem imprimir as carteiras, para agilizar o processo de obtenção. Os novos modelos virão equipados com Microchip PKI e QR Code, permitindo que cada profissional tenha o seu espaço no site do sistema e, assim, possam divulgar portfólios e outras informações. O profissional que já possui a carteira profissional no modelo antigo não precisa atualizar o documento para continuar cadastrado no sistema, mas é possível obter a nova versão entrando em contato com a entidade em seu endereço eletrônico.

Túnel é concluído na construção da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo

Foi entregue em fevereiro um túnel com 4,9 km de comprimento que fará parte da Linha 5-Lilás do metrô de São Paulo. A estrutura, que começou a ser construída em dezembro de 2013, conecta as estações Adolfo Pinheiro (em operação desde agosto de 2014) e Campo Belo (em construção). O processo realizado por uma tuneladora e 112 trabalhadores consiste na escavação de um túnel de cerca de 10 m por dia a uma profundidade média de 25 m, enquanto, simultaneamente, os anéis de revestimento de concreto são instalados. Isso garantiu que os túneis já estivessem preparados para a montagem dos trilhos e para a instalação dos sistemas de alimentação elétrica, sinalização e de telecomunicações. Para a construção, foram necessários cerca de 2.800 anéis de concreto com 22,5 t cada, que escavaram cerca de 160 mil m³ de terra. A tuneladora utilizada no serviço é composta por roda de corte de 6,9 m de diâmetro, pesa 720 t e é equipada com parafusos sem fim, que permitem a retirada do material escavado.

CAU/BR e Confea reúnem-se com o objetivo de harmonizar as legislações de arquitetura e engenharia

O Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Brasil (CAU/BR) e o Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) realizaram no último mês uma reunião da Comissão Temática de Interconselhos. O objetivo é o de integrar as legislações da arquitetura, urbanismo e das engenharias, a fim de superar conflitos e esclarecer pontos nebulosos nas atividades de cada profissão. Segundo o presidente do CAU/BR, Haroldo Pinheiro, apesar das diferenças das atribuições profissionais, engenheiros e arquitetos trabalham juntos no dia a dia com o propósito de construir edificações seguras e confortáveis para seus clientes. Para ele, a união dos conselhos profissionais deve ter como objetivo, acima de tudo, beneficiar a sociedade brasileira. Essa é a terceira rodada de conversas promovida pelos dois órgãos. Em 2012, outra comissão de harmonização foi criada, e os trabalhos levaram à criação de uma resolução conjunta entre os conselhos sobre engenharia de segurança no trabalho. A segunda iniciativa ocorreu em 2014, com a realização do Seminário Confea- CAU, realizado em Brasília.

Novo terminal do Aeroporto de Goiânia terá sistema de reúso de águas cinzas

O Aeroporto Internacional de Goiânia vai incorporar um sistema de reaproveitamento das chamadas águas cinzas geradas na operação do edifício. Com isso, será possível reutilizar as águas provindas das torres de resfriamento, pias, chuveiros e bebedouros. O esquema de tratamento é baseado em quatro etapas. A primeira consiste na separação da água e do óleo, por meio de blocos coalescentes. Na segunda etapa, as águas contaminadas por matéria orgânica passam por um sistema completo de tratamento biológico, por meio dos processos de equalização, recalque, aeração, sedimentação e polimento. O terceiro estágio consiste no tratamento físico-químico e prevê a remoção de demais contaminantes e filtração mecânica, enquanto o quarto trata os efluentes pelo processo de desinfecção ultravioleta. A inauguração do projeto está prevista para o primeiro semestre deste ano.

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