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Crea instaura processo para apurar as responsabilidades no desabamento de prédio em construção em Guarulhos

Tragédia aconteceu na última segunda-feira. Operário Edenilson dos Santos, que estaria na obra no momento do desabamento, segue desaparecido

Rodrigo Louzas, do Portal PINIweb
5/Dezembro/2013

O Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (Crea-SP) informou nesta quinta-feira (5) que instaurou um processo para apurar as responsabilidades no desabamento de um prédio em construção em Guarulhos, na Grande São Paulo. A tragédia aconteceu na última segunda-feira (2). O corpo do operário Edenilson dos Santos foi achado no começo da tarde desta quinta-feira.

Marcelo Camargo/Agência Brasil

Em nota, o Crea afirmou que não encontrou erro na documentação da área. "O Crea-SP esclarece que instaurou processo de apuração de responsabilidades, procedendo, no primeiro momento, à verificação dos documentos da empresa responsável e do profissional responsável técnico pela execução, constatando que ambos estão regulares."

Também por meio de nota, a Prefeitura de Guarulhos informou que a construção estava com o alvará de funcionamento regularizado. "O alvará de construção foi emitido em 23 de novembro de 2012 para construir um condomínio residencial de 30 apartamentos e 2 salões comerciais, totalizando 3.706 metros quadrados". Porém, no dia 14 de maio, a construtora Salema Comércio, Construção e Projetos Ltda, responsável pela obra, pediu uma alteração do projeto, acrescentando um mezanino em um dos salões comerciais. Mesmo com alteração, "por atender aos requisitos legais e técnicos aferidos pela Prefeitura", o novo alvará foi expedido no dia 6 de novembro.

Além disso, na última terça-feira, a diretora do departamento de licenciamento urbano da Prefeitura de Guarulhos, Ana Malufi, afirmou que: "a última fiscalização feita pela prefeitura foi em setembro. Nós não recebemos nenhuma denúncia sobre esta obra", disse.

Segundo o Crea-SP, o responsável técnico pela obra, Fernando Madeira Salema, tem três processos e uma denúncia na entidade. São eles: um processo por infração ao Código de Ética, que está em fase de julgamento; uma denúncia em análise; e outros dois processos devido à fiscalização. Chamado para depor pela Polícia Civil, o engenheiro civil ainda não se apresentou.

Apesar da dificuldade no resgate, o capitão Carlos Roberto Rodrigues segue otimista. Na última quarta-feira (4), ele afirmou que ainda há chance de achar o operário com vida. "Encontramos um espaço de 15 metros entre os escombros no subsolo. Pode ser que haja outros. Ainda há esperança", declarou.

O prédio, localizado na Avenida Presidente Castelo Branco, na Vila Augusta, teria 3.706 m² e oito pavimentos (térreo, cinco andares e dois subsolos) para abrigar 30 apartamentos e dois salões comerciais. De acordo com os vizinhos, as obras teriam sido iniciadas em abril.

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