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Novo livro da Editora PINI aborda a manutenção de pontes ferroviárias

Escrita pelo engenheiro civil Rodolfo Montoya, publicação trata de projeto, ensaios, inspeção estrutural e técnicas de manutenção, entre outros temas

Luísa Cortés, do Portal PINIweb
31/Janeiro/2017
Reprodução

O primeiro lançamento da Editora PINI em 2017 é o livro Manual de Manutenção de Pontes Ferroviárias, escrito pelo engenheiro civil Rodolfo Montoya. A publicação apresenta dicas de projeto, lições aprendidas para otimizar e aproveitar os elementos estruturais, melhorando, assim, a vida útil, a execução, a manutenção e, em geral, todo o processo de vida de uma ponte ferroviária.

São seis capítulos, com exemplos de experiências reais do autor, discutidos ao longo do tempo: características do projeto; distribuição estrutural de pontes ferroviárias; ensaios de qualidade; inspeção estrutural; técnicas de manutenção; e gestão da manutenção.

A publicação também é indicada a engenheiros mais experientes que queiram lembrar técnicas e soluções, além de aprender novas propostas. Para gestores, ele permite conhecer uma proposta utilizada pelo setor ferroviário de priorização de pontes, baseada no dano qualitativo para dar início ao processo de manutenção eficiente.

Conversamos com o autor, Rodolfo Montoya, sobre o assunto. Confira:

Qual o cronograma de manutenção ideal para pontes ferroviárias?
Isto vai depender de diferentes fatores, principalmente das características da ponte, utilização, importância, etc. Assim, é necessário criar um sistema de gestão para priorizar e dar manutenção. Falando de prazos, geralmente utilizamos a cada ano uma inspeção visual ou detalhada, e manutenção a cada cinco anos, sendo que este prazo pode mudar em função das anomalias que podem acontecer e depende muito dos orçamentos das empresas.

Há um sistema construtivo que prolonga a vida útil das estruturas deste tipo?
Não. Porém, se todo o sistema construtivo for bem executado, com acompanhamento na qualidade da execução e cumprindo o que foi projetado, ele garante uma vida útil eficiente ao longo de um tempo mínimo de 80 anos, que equivale a ser infinito desde nosso ponto de vista.

Quais os erros mais comuns de projeto e execução que levam a uma deterioração maior dessas pontes?
Acredito que os erros de projeto mais comuns, desde o ponto de vista da manutenção, são as treliças metálicas, detalhamentos das conexões entre transversinas e longarinas; aparelhos de apoios (temos um costume de não dar atenção a eles, e o custo de um bom aparelho de apoio equivale a 1% do custo de toda a obra. O custo depois de troca de aparelho de apoio é alto); zona de transição e aterros dos encontros (os projetistas não consideram muito a transição como elemento importante, isto traz muito problemas na manutenção no futuro, porque é um local que amplifica muito os impactos dinâmicos); e pontos de drenagem na estrutura, no lastro, na estrutura, que danificam os elementos no futuro.

Quanto à execução, os principais problemas são de cronograma apertado, que incentiva entregas em tempo menor e com menor qualidade; falta de interpretação do projeto, seja por um projeto confuso ou por falta de experiência do construtor; e as mudanças nos projetos para execução mais rápida, embora devam ser realizados por um excelente profissional que conheça ambas partes.

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