Para Frederico Falconi, segmento brasileiro de fundações padece de falta de projetos | Téchne

Entrevista

Para Frederico Falconi, segmento brasileiro de fundações padece de falta de projetos

Com os melhores equipamentos disponíveis, setor sofre com poucos sinais de aquecimento no curto prazo

Bruno Loturco
Edição 242 - Maio/2017
Divulgação

FREDERICO FALCONI

Há mais de 35 anos atuando no segmento de fundações e geotecnia, Frederico Falconi é um dos sócios da ZF Solos & Engenheiros Associados. Ele se formou na faculdade de engenharia civil da Universidade Mackenzie, em 1978, e é membro do Deep Foundation Institute (DFI), além de ter sido presidente do Núcleo Regional da Associação Brasileira de Mecânica dos Solos e Engenharia Geotécnica (ABMS), de 1999 a 2000. Falconi, uma das principais referências nacionais em solos e fundações complexas, também atuou na comissão de revisão da NBR 6.122 - Projeto e Execução de Fundações, de 2010, além de ter participado da revisão da NBR 8.044/96 - Projetos Geotécnicos. Ele colaborou com uma das principais obras de referência literária no segmento: Fundações - Teoria e Prática.

Alguns dos equipamentos e tecnologias mais modernos que há no segmento de fundações, geotecnia e tratamento de solos em todo o mundo podem ser encontrados em território brasileiro. Mais do que isso, em excelente estado de conservação e disponíveis para ser locados imediatamente. Esse panorama, que poderia ser animador, é, na verdade, de se lamentar. Isso porque tais equipamentos foram importados nos últimos suspiros de crescimento econômico, até meados de 2012, e com a crise que se instalou no país em seguida foram pouquíssimos ou nada utilizados, conforme avalia o especialista em fundações e geotecnia Frederico Falconi. De acordo com ele, além de equipamentos de última geração, o mercado nacional também está bem servido conceitualmente, com profissionais atualizados com o que há de mais novo em termos de desenvolvimento de projeto. Os bons profissionais do segmento de fundações, afirma ele, estão até mesmo preparados para desenvolver e acompanhar projetos desenvolvidos em BIM. O que está faltando, mais uma vez, é apenas um momento mais favorável de mercado para que a tecnologia e os conceitos se consolidem de vez no setor construtivo brasileiro. Nesta entrevista, Falconi fala sobre projeto, tecnologia e também sobre a formação do profissional de engenharia de uma maneira geral.

Conteúdo exclusivo para leitores
cadastrados ou assinantes da revista Téchne

Ainda não é um assinante PINI?
Escolha uma das opções abaixo e faça já sua assinatura.

Destaques da Loja Pini
Aplicativos