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Graute: microconcreto ou argamassa?

Com função estrutural semelhante à do concreto e composição que o aproxima da argamassa, produto é o único que caminha entre as duas classificações, de acordo com o critério adotado para análise

Dirceu Neto
Edição 240 - Março/2017
Teste de fluidez realizado com graute durante recebimento do produto na obra

O impasse da classificação do graute se dá, principalmente, devido a uma falta de normatização brasileira exclusiva para o material e também à grande quantidade de tipos do produto disponíveis no mercado, que variam de acordo com a finalidade de uso. Os dois principais campos de utilização dos grautes são as obras de alvenaria estrutural e as de recuperação estrutural.

'Na realidade, eu digo que o graute é um filho sem dono', afirma Fabio Campora, diretor executivo da Associação Brasileira de Argamassa Industrializada (Abai), que acredita que o produto deve ser tratado como uma argamassa por não possuir agregado graúdo (brita) em sua composição.

O graute até pode utilizar o agregado graúdo, mas numa fração pequena, os chamados pedriscos, com uma composição granométrica distribuída para garantir um maior nível de compactação possível. Além disso, possui cimento, areia e aditivos, que podem variar de acordo com a finalidade de sua aplicação.

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