Eficiência energética e viabilidade econômica como diretrizes de projeto de fachadas de edifícios de escritórios de alto padrão em São Paulo | Téchne

Artigo

Eficiência energética e viabilidade econômica como diretrizes de projeto de fachadas de edifícios de escritórios de alto padrão em São Paulo

Artigo de Melissa Marina Freitas Cacciatori, professora na Fatec Tatuapé, e Fulvio Vittorino, do IPT, aborda o caráter dinâmico do processo

Edição 240 - Março/2017

Melissa Marina Freitas Cacciatori
arquiteta e consultora na Tekton Brasil, mestra em Tecnologia da Habitação pelo IPT, especialista em Conforto Ambiental e Eficiência Energética de Edifícios, Professora na Fatec Tatuapé

Fulvio Vittorino
diretor do Centro de Tecnologia do Ambiente Construído do Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo


O mercado imobiliário classifica o padrão de qualidade de edifícios de escritórios através de sistemas que refletem, em especial, a perenidade e a diversidade de atributos da edificação. A perenidade está associada à capacidade do edifício de acompanhar os avanços tecnológicos de sistemas construtivos, os conceitos arquitetônicos, as novas estruturas organizacionais de trabalho e os movimentos dos centros de negócios dentro da malha urbana (VERONEZI; LIMA JÚNIOR; ALENCAR, 2005, 11p.). Fazem parte dos atributos classificáveis os sistemas de fachadas e os sistemas de ar-condicionado. Tais atributos, representativos da estética e do nível de eficiência energética, configuram-se como premissas da qualidade, as quais são estrategicamente incorporadas como valores em empreendimentos de edifícios de escritórios de alto padrão. Dentre as principais capitais mundiais, a cidade de São Paulo se destacou como a terceira colocada em estoque de área disponível em edifícios de escritórios e previsões de inaugurações no período 2015-2016.

Em um cenário no qual investimentos de base imobiliária são orientados pela sua viabilidade econômica, considerando os valores qualitativos e premissas desse mercado, de modo a ampliar a atratividade do edifício e, consequentemente, as garantias do negócio, é colocado um desafio para o projeto e construção de edifícios de escritórios de alto padrão: integrar os atributos de estética do edifício, definida frequentemente por fachadas envidraçadas, e de eficiência energética, observando as restrições de viabilidade econômica.

Historicamente, muitas pesquisas, que avaliam o impacto de fachadas no consumo energético total de edifícios de escritório, indicam que a eficiência energética é prejudicada pela adoção da tipologia de fachada cortina de vidro, em determinados climas, como o de São Paulo, por exemplo.

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