Deficiências nos critérios de desempenho térmico da NBR 15575 permitem a proliferação de "edifícios estufa" | Téchne

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Deficiências nos critérios de desempenho térmico da NBR 15575 permitem a proliferação de "edifícios estufa"

Veja artigo de Marcelo Nudel, sócio-diretor da Ca2 Consultores Ambientais Associados

Edição 239 - Fevereiro/2017

Marcelo Nudel
Sócio-diretor da Ca2 Consultores Ambientais Associados; professor de pós-graduação lato sensu da Universidade Presbiteriana Mackenzie; pós-graduado ''Master of Design Science: Sustainable Design'', University of Sydney, Austrália; pós-graduado ''Especialização em Gerenciamento de Empreendimentos na Construção Civil'', Universidade Presbiteriana Mackenzie; arquiteto e urbanista, Universidade Presbiteriana Mackenzie


A Norma de Desempenho em Edificações Habitacionais - ABNT NBR 15575: 2013, atualmente em vigor, finalmente busca consolidar requisitos mínimos de qualidade, durabilidade, segurança e desempenho para as construções habitacionais brasileiras.

Sua primeira versão foi publicada em 2008, tendo sido totalmente reformulada entre 2010 e 2013, quando finalmente entrou em vigor em seu formato atual. A norma vigente incorpora critérios que passaram a ser cada vez mais valorizados pelos consumidores, como as questões relacionadas ao conforto acústico, térmico e iluminação natural.

A existência de uma norma nacional que pela primeira vez exige parâmetros de desempenho térmico para as edificações residenciais deveria supostamente representar a produção de uma nova geração de edifícios com ampliada capacidade de controle de cargas térmicas, com melhores níveis de conforto e menor consumo de energia. Existem, no entanto, deficiências superlativas na estrutura da norma e em seus critérios de análise, permitindo que edifícios termicamente ineficientes sejam projetados e construídos dentro dos parâmetros da mesma norma.

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