Verificação dos critérios de interoperabilidade entre softwares BIM/CAD | Téchne

Artigo

Verificação dos critérios de interoperabilidade entre softwares BIM/CAD

Veja como se comportaram cinco programas durante a troca de dados por meio do arquivo Industry Foundation Classes (IFC)

Edição 237 - Dezembro/2016

Maciel, K. P.
Engenheiro Civil - Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)

Azanki, S. D.
Engenheira Civil - Pontifícia Universidade Católica de Goiás (PUC-GO)

Lopes, R.
Mestre em Engenharia Civil pela Universidade Federal de Goiás (UFG)

Desenvolveu-se o presente trabalho, com o intuito de incentivar novas pesquisas no segmento e fundamentalmente comprovar na prática se o que as ferramentas se propõem é realmente exequível. O trabalho teve como objetivo complementar avaliar alguns softwares de arquitetura e engenharia que anunciam utilizar o conceito BIM/CAD, testando a interoperabilidade entre eles por meio do uso do arquivo para exportação de extensão Industry Foundation Classes (IFC) como instrumento de troca de dados. Foi modelado uma única edificação térrea de 60 m², em três softwares que anunciavam a utilização dos conceitos da plataforma BIM e as vantagens divulgadas foram avaliadas, tais como: troca de informações sem a perda de dados, elaboração de projetos com uma maior quantidade de informações, melhor visualização, minimização de correções, adequada extração de quantitativos.

Em agosto de 2004, o Instituto Nacional de Padrões e Tecnologia (NIST) publicou um relatório intitulado 'Análise de Custo de Interoperabilidade inadequada no Capital das Indústrias de Instalações dos Estados Unidos.' O relatório afirmava que as linhas de capital da indústria conservadora perdiam 15,8 bilhões de dólares por ano, causada pela interoperabilidade inadequada devido à 'natureza altamente fragmentada do setor, que mantém práticas de negócios da indústria em papel, falta de padronização e adoção de tecnologia inconsistente entre as partes interessadas.' (FORREST, 2007).

O surgimento dos sistemas em BIM mostra que um novo paradigma para o trabalho colaborativo precisa ser criado. Porém, em um estágio inicial, observado ainda no Brasil, percebe- se que as equipes de projeto continuam a trabalhar de maneira individual e com trocas de informação somente nos momentos de eventos-chave de compatibilização. Na prática continua-se trabalhando de forma convencional, sem o aproveitamento dos benefícios possíveis da tecnologia BIM. Eventuais justificativas para essa situação poderiam ser baseadas em questões levantadas pelos profissionais que argumentam que geralmente são obrigados a adotar métodos de trabalho particulares em virtude das limitações dos processos implantados em seus escritórios, justificando com isso a manutenção de velhos hábitos não colaborativos, fortemente arraigados na cultura da indústria de Arquitetura, Engenharia e Construção Civil (AEC). (MANZIONE & MELHADO, 2014).

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