Revista e ampliada, NBR 10.821 deve trazer mais qualidade às esquadrias brasileiras | Téchne

Entrevista

Fabíola Rago Beltrame

Revista e ampliada, NBR 10.821 deve trazer mais qualidade às esquadrias brasileiras

Coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias da ABNT fala das mudanças da norma técnica

Eder Santin
Edição 236 - Novembro/2016
 

Divulgação: Fabíola Rago Beltrame
FABÍOLA RAGO BELTRAME
Engenheira civil pela Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), mestre pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), diretora da Qualidade do Instituto Beltrame da Qualidade (Ibelq), gestora técnica do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Esquadrias de Aço do Programa Brasileiro da Qualidade e Produtividade do Habitat (PBQP-H) e coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias (CEE-191). Atua também como professora de materiais de construção e construções de edifícios na Escola de Engenharia da Universidade Presbiteriana Mackenzie.

A publicação em 2013 da ABNT NBR 15.575 mexeu com todo o setor da construção civil: construtoras, projetistas e também fornecedores de serviços e insumos, todos instados a atender aos critérios mínimos de desempenho exigidos pela norma. O setor de esquadrias foi um desses segmentos da indústria chamados a rever a qualidade de seus produtos, em especial quanto à estanqueidade e ao conforto térmico e acústico. Essa revisão resultou na ampliação da ABNT NBR 10.821, a norma de esquadrias para edificações, que acaba de passar por consulta pública. Nesta entrevista, a gestora técnica do Programa Setorial da Qualidade (PSQ) de Esquadrias de Aço do PBQP-H e coordenadora da Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias (CEE-191), da ABNT, explica quais são as principais novidades da norma e o compromisso do setor em relação aos produtos colocados no mercado. 'Todas as tipologias de esquadrias externas têm condições de atender à ABNT NBR 10.821-2 e como consequência a ABNT NBR 15.575-4, padronizadas ou não. Lembrando que a norma trata de todos os materiais com os quais pode ser fabricada uma esquadria: alumínio, aço, PVC, madeira e vidro. Todas podem atender a essas normas. Basta fabricar com conhecimento e consciência', afirma a engenheira Fabíola Rago Beltrame.

A revisão da ABNT NBR 10.821 - Esquadrias para Edificações esteve em consulta pública até 14 de agosto de 2016. Fale sobre o histórico e a necessidade dessa revisão e as mudanças efetivas do texto. E também sobre o resultado da consulta pública.
Logo após a publicação da ABNT NBR 10.821, partes 1, 2 e 3 em 2011, o número de ensaios e avaliações das esquadrias, tais como janelas, portas e fachadas aumentou e com a grande experiência em ensaios vários pontos da versão atual da norma foram apontados para a revisão. No mesmo ano, a Comissão de Estudos Especiais de Esquadrias (CEE-191), que continuava se reunindo para escrever as partes 4 e 5, resolveu também levantar todas as questões sobre os ensaios que geravam dúvida entre os laboratórios. Assim, após mais quatro anos de trabalho da CEE, foram encaminhados para a ABNT o texto para consulta nacional da revisão das partes 1, 2 e 3 e os novos textos das partes 4 e 5. Na consulta nacional da ABNT, realizada em um período de 60 dias, recebemos 200 votos, sendo grande parte votos de aprovação, mas também vários votos de aprovação com observação de forma e de reprovação com objeções técnicas. Na reunião para análise de votos (marcada para o dia 27/10, após o fechamento desta edição) todos os votantes são chamados para discutir o conteúdo da norma para que a comissão possa definir o que aceitar ou não entre as alterações propostas.

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