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Gestão e parcerias são pontos fortes da nova unidade da Klabin no Paraná

Para reduzir exposição a riscos, empresa opta por dividir contratos de instalação e construção civil entre diversos fornecedores

Bruno Loturco
Edição 236 - Novembro/2016
 

Faotos: divulgação Klabin
A fim de reduzir sua exposição a riscos, a Klabin optou por dividir contratos de instalação e construção civil entre diversos fornecedores. A estratégia aumentou o trabalho gerencial, mas proporcionou ganho de tempo no cronograma

A Unidade Puma, fábrica de celulose da Klabin, representa, segundo a empresa, o maior investimento privado da história do Paraná. Com aporte total de R$ 8,5 bilhões, incluindo obras de infraestrutura e impostos recuperáveis, o empreendimento teve como principais fatores para escolha de sua localização as características originais do terreno onde foi construído. Conforme conta João Antônio Gomes Braga, gerente de Projetos da Klabin, a empresa fez uma busca em vários municípios da região de Telêmaco Borba (PR) considerando fatores como proximidade da base florestal da companhia, para reduzir custos com transporte, logística para acesso a vias de escoamento da produção, proximidade com leito hídrico, para abastecimento das linhas de produção, além de questões sociais.

Entretanto, dentre todos os terrenos que atendiam a tais características, a topografia foi o fator determinante para a escolha por Ortigueira (PR) para implantação da unidade. Afinal, para contemplar as etapas de preparo da madeira, cozimento, branqueamento e secagem, o complexo industrial é composto por várias plantas que, somadas, têm 200 hectares de área construída - o equivalente a 200 campos de futebol. Logo, o volume de solo a ser movimentado para a preparação do terreno teria impacto extremamente relevante não apenas nos custos, mas no prazo da construção. 'Essa região do Paraná é ondulada, sem grandes áreas planas. Comparamos o volume de terraplanagem e escolhemos a área com menor movimentação de terra', explica Braga.

O gerente de Projetos conta que a Unidade Puma, localizada na região dos Campos Gerais do Estado do Paraná, a 235 km de Curitiba, é estratégica e determinará o crescimento da empresa. Segundo ele, a planta, que começou a operar em abril último, foi concebida para responder pela produção de 1,5 milhão de toneladas de celulose por ano - sendo que 90% dessa quantidade já estaria contratada. A Unidade Puma conta com linhas de produção capazes de dar origem a dois tipos de fibra: curta e longa. A primeira, explica Braga, tem como matéria-prima o eucalipto e é uma relevante commodity mundial. Por ano, a Klabin produzirá 1,1 milhão de toneladas desse tipo na nova unidade. Embora em quantidade menor, o segundo tipo de fibra chama ainda mais atenção. Isso porque as 400 mil toneladas ao ano de celulose branqueada de fibra longa originadas em Ortigueira a partir de madeira de pinus serão, afirma Braga, as primeiras a serem produzidas no Brasil, que atualmente é um grande importador desse tipo de insumo. Dentre as principais aplicações desta variedade estão fraldas e absorventes de alta qualidade.

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