Planejamento e controle da qualidade resumem as principais características e vantagens dos pré-fabricados de concreto | Téchne

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Planejamento e controle da qualidade resumem as principais características e vantagens dos pré-fabricados de concreto

Especificação do sistema, porém, envolve fatores como a disponibilidade local da tecnologia, questões de logística para a obra e o projeto arquitetônico

Por Nathalia Barboza
Edição 233 - Agosto/2016
Foto: Divulgação: Abcic

Toda boa obra deve ter um ótimo planejamento. Esta máxima é ainda mais verdadeira quando se trata de estruturas pré-fabricadas de concreto, cujos elementos (pilares, vigas, lajes e painéis), por definição, são executados fora do canteiro de obra, em uma unidade fabril. A planificação é uma questão de competitividade, uma vez que qualquer alteração de projeto ou improvisação podem comprometer a viabilidade e a continuidade da obra. Em contrapartida, um plano adequado pode resultar em uma obra rápida, organizada, de custo previsível, com pouca mão de obra, sem desperdício e geração de entulho.

Apesar das vantagens, a especificação de um sistema construtivo industrializado envolve muitos fatores, entre eles a disponibilidade local da tecnologia, questões de logística para a obra e, claro, o projeto arquitetônico. 'O planejamento de uma obra deste tipo se inicia na concepção de projeto e passa pela análise sobre o sistema que se pretende utilizar e sobre as condicionantes em relação a arquitetura, localização e sistemas complementares', aponta Augusto Guimarães Pedreira de Freitas, diretor da Pedreira de Freitas Engenharia. Segundo ele, o início do projeto impõe algumas questões difíceis, sobretudo quando apenas o incorporador está envolvido. Por exemplo, é preciso saber se há fornecedores de pré-fabricados e de equipamentos para a montagem da estrutura em uma distância que torne a operação economicamente viável ou se a equipe da construtora tem expertise de montagem dos elementos.

Ao avaliar a opção por sistemas industrializados, deve-se considerar ainda eventuais restrições ao peso e à instalação do equipamento de montagem, limitações de horário para o uso de gruas ou guindastes e condições de transporte e entrega das peças. 'O mais habilitado a responder estas questões é o construtor. Ele é quem domina as possibilidades de uso desses elementos e deve estar envolvido, assim como os projetistas da arquitetura e de estruturas, na concepção do empreendimento', diz Freitas. A contratação de um fornecedor com experiência na produção e montagem, e que participe da gestão ou preste consultoria à obra, também é uma recomendação importante.

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