Francisco Vasconcellos, do SindusCon-SP, avalia como a construção sustentável, em seus diversos aspectos, está mudando os projetos e canteiros brasileiros | Téchne

Entrevista

Pegada tecnológica

Francisco Vasconcellos, do SindusCon-SP, avalia como a construção sustentável, em seus diversos aspectos, está mudando os projetos e canteiros brasileiros

Eder Santin
Edição 232 - Julho/2016
FRANCISCO ANTUNES DE VASCONCELLOS NETO
Formou-se em engenharia civil pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) em 1981 e em arquitetura e urbanismo pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) em 1984. Em 2004, obteve o MBA em economia pela Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP). É diretor-executivo da DOX Planejamento, Gestão e Desenvolvimento Imobiliário e, desde o ano 2000, é vice-presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), na área de meio ambiente. É também membro do Conselho Estratégico do Programa Construção Sustentável da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e da Royal Institution of Chartered Surveyors (RICS).

Há mais de 15 anos a rotina do engenheiro e arquiteto Francisco Vasconcellos, no SindusCon-SP, gira em torno da chamada 'sustentabilidade'. Embora o termo tenha ganhado popularidade, a questão é ampla e complexa. Envolve desde política pública, leis e normas até arranjos na cadeia produtiva. No dia a dia da obra, refere-se à responsabilidade do gerador do resíduo e à competitividade dos produtos.

A primeira grande ação do SindusCon nessa área, que teve repercussão nacional, foi sua participação na montagem da Resolução Conama 307. Ela deu base para o sindicato criar, em 2003, uma metodologia efetiva para a gestão de resíduos de canteiro. Desde então, novos conceitos ganharam a atenção do setor, como logística reversa de materiais e certificação de empreendimentos sustentáveis.

À frente da vice-presidência de meio ambiente, Vasconcellos acompanhou de perto a evolução desses tópicos e participou dos debates que eles suscitaram, o bastante para descartar visões apaixonadas e sustentar: 'Não é o querer do ser humano. A questão do meio ambiente passa pela inovação e pela tecnologia. A solução está na evolução tecnológica'. Nesta entrevista exclusiva para Téchne, o dirigente resgata estes e outros temas que passaram a fazer parte da rotina dos construtores e dos canteiros brasileiros.

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