Engenheiro explica como a MRV busca otimizar processos para continuar crescendo no segmento de habitação popular | Téchne

Entrevista

Engenheiro explica como a MRV busca otimizar processos para continuar crescendo no segmento de habitação popular

Ter um canteiro de obras organizado, reduzir o estoque e preparar kits de materiais ajudam a diminuir custos, segundo José Roberto Pereira de Lima

Maryana Giribola (colaborou Flávia Siqueira)
Edição 229 - Abril/2016
Marcelo Scandaroli

JOSÉ ROBERTO PEREIRA DE LIMA
Formou-se em engenharia civil em 1973 pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre 1971 e 1981, ocupou os cargos de estagiário, engenheiro e diretor na firma Odilon Dias Pereira Engenheira. Em 1982, ingressou na Mendes Júnior Edificações como gerente de projetos. Em 1995, mudou-se para São Paulo para ocupar o cargo de diretor da Andrade Valadares Engenharia. Cinco anos depois, ocupou o mesmo cargo na Tecco - Tecnologia e Construções Ltda. Em 2003 foi convidado para trabalhar como gestor-executivo operacional na MRV Engenharia, onde se mantém até hoje. É membro do Grupo Parede de Concreto da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP) e participante da Norma Brasileira de Sistema de Parede de Concreto da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

José Roberto Pereira de Lima, gestor- executivo da regional São Paulo da MRV Engenharia, diz que a empresa está conseguindo ir 'na contramão da crise'. Segundo ele, os resultados de 2015 foram positivos e a empresa está otimista com os números que virão em 2016. A MRV deve sua relativa tranquilidade sobretudo ao fato de atuar no segmento de habitação popular - setor que, segundo analistas, deve realmente sentir menos os efeitos da desaceleração da economia. Mesmo assim, salienta Lima, a empresa não pode deixar de investir em melhoria de processos e tecnologias. Aos poucos, a MRV - cujo carro-chefe é a alvenaria estrutural - amplia o uso de paredes de concreto. 'É um sistema relativamente antigo que agora está sendo lapidado produtiva e profissionalmente', explica o engenheiro. 'Nele, o planejamento é fundamental em todos os níveis. Tudo deve estar muito bem sincronizado, pois o investimento é alto.' Ao comparar o canteiro de obras em 2008 e em 2016, Lima afirma que hoje o local é mais organizado e limpo, o que resulta em redução de custos e aumento de produtividade. A atual maior disponibilidade de fornecedores e materiais também pode ser aproveitada: é possível reduzir os estoques e trabalhar de maneira mais próxima à filosofia just- -in-time. Na entrevista a seguir, o engenheiro detalha essas e outras questões, como a adaptação de empreendimentos à Norma de Desempenho e o processo de seleção de fornecedores de fôrmas para paredes de concreto.

Como a MRV tem enfrentado esse momento de baixa no setor?
A MRV está há 36 anos no mercado de habitação popular e tende a crescer nas crises. Isso sempre aconteceu e não está sendo diferente hoje. Tanto que acabou de sair o balanço de 2015, e ele apresentou um resultado melhor que o de 2014. A expectativa para 2016, apesar de tudo, é superar 2015. Claro que há facilitadores: tendo algum emprego, ainda se pode contar com o dinheiro do FGTS. Outro ponto é que poucas empresas competem diretamente conosco. O fato é que, ao longo dos últimos quatro anos, temos executado quase 40 mil unidades por ano, e minha regional contribui com cerca de 10% disso. Além disso, já temos um banco de terrenos específico para esse tipo de habitação, o que nos coloca à frente de outros que possam migrar para o setor.

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