Contraventamento de armaduras comprimidas em paredes de concreto | Téchne

Artigo

Contraventamento de armaduras comprimidas em paredes de concreto

Engenheiro Márcio Corrêa, da EESC-USP, comenta alguns aspectos que devem ser levados em conta no cálculo da estrutura

Edição 229 - Abril/2016

Márcio R. S. Corrêa
Escola de Engenharia de São Carlos da Universidade de São Paulo (EESC-USP)
marcio.correa@usp.br

A norma NBR 16.055:2012 Parede de Concreto Moldada no Local para a Construção de Edificações - Requisitos e Procedimentos estabelece requisitos básicos para as paredes de concreto moldadas in loco, com fôrmas removíveis. Ela se aplica a paredes predominantemente comprimidas, que podem estar solicitadas por flexão, desde que concretadas com todos os elementos que farão parte da construção final: detalhes de fachada, armaduras distribuídas e localizadas, instalações embutidas e lajes solidárias às paredes, constituindo um sistema monolítico.

Ela foi desenvolvida com base na norma NBR 6.118 Projeto de Estruturas de Concreto - Procedimento, em sua versão de 2007, adotando algumas simplificações que tornam tanto o cálculo como a execução mais simples. Entretanto, sempre com a ressalva de que no caso em que as limitações de seu escopo não estejam atendidas, deve- se necessariamente recorrer a essa norma mãe.

Espessura das paredes
Quanto à espessura, paredes com altura de até 3 m devem ter no mínimo 10 cm, permitindo-se a redução a 8 cm no caso de paredes internas de edificações de até dois pavimentos. Para alturas superiores a 3 m, a espessura não pode ser inferior a le/30, sendo le o comprimento equivalente da parede, que depende de sua vinculação.

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