Engenheiro especialista em estruturas de concreto armado e em patologias das obras mostra como a solução estrutural adequada pode baratear um projeto e até aumentar sua vida útil | Téchne

Entrevista

Engenheiro especialista em estruturas de concreto armado e em patologias das obras mostra como a solução estrutural adequada pode baratear um projeto e até aumentar sua vida útil

Para Thomas Carmona, com a crise, sistemas mais caros, que garantiam maior velocidade às construções, devem perder espaço para os mais tradicionais

Maryana Giribola (colaborou: Marina Almeida)
Edição 223 - Outubro/2015
Foto: Marcelo Scandaroli

THOMAS GARCIA CARMONA

Formado pela Faculdade de Engenharia da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), Thomas Garcia Carmona é mestre pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP). Também tem máster no Curso de Estudos Maiores da Construção e especialização em química do cimento, ambos pelo Instituto Eduardo Torroja de Ciências da Construção, da Espanha. Diretor da Exata Engenharia e Assessoria, atua principalmente nas áreas de patologia das construções e de projeto estrutural. Também faz parte da diretoria da Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria Estrutural (Abece) desde 2007 e é professor do curso de pós-graduação do Instituto IDD e da Universidade Presbiteriana Mackenzie. Participou de diversas comissões de estudo das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), incluindo a atual revisão da NBR 7.680:2015 - Extração, Preparo, Ensaio e Análise de Testemunhos de Estruturas de Concreto.

Hoje, soluções capazes de aumentar a vida útil das construções acabam sendo descartadas no País por conta de uma visão imediatista dos empreendedores. Por outro lado, com a desaceleração econômica brasileira, sistemas mais caros, que garantiam maior velocidade às construções, devem perder espaço para os mais tradicionais. É o que acredita Thomas Garcia Carmona, diretor da Exata Engenharia e Assessoria. Segundo o engenheiro, pequenas mudanças no projeto estrutural das edificações podem trazer economia para os empreendimentos, mas devem ser pensadas desde o início da obra, ainda na fase de estudo do terreno. Além disso, é importante analisar os custos de uma construção ao longo de sua vida útil, incluindo os de manutenção e de operação.

Na entrevista a seguir, Carmona fala também sobre as mudanças nas normas da área, como a que define os requisitos para reformas de edificações, e os desafios desse trabalho em prédios que, muitas vezes, não têm mais o projeto estrutural original guardado. Em sistemas estruturais mistos, por exemplo, essa análise é bastante complexa e os riscos de uma reforma inadequada podem ser graves. O diretor ainda aborda temas como a verificação técnica externa de projetos - muito necessária na realidade brasileira, de prazos apertados e oscilações de funcionários -, e a necessidade de inspeção dos prédios após alguns anos de uso, como prevê um projeto de lei em tramitação na Câmara. Segundo ele, até os 30 anos, problemas de impermeabilização são os mais comuns, mas erros de projetos, mau uso e problemas congênitos já começam a aparecer.

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