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Prova comentada

Prova da Universidade Federal de Goiás aborda uso da argamassa em diversas etapas da obra

Estudantes precisam explicar detalhadamente como e por que são adotados os procedimentos executivos

Edição 210 - Setembro/2014
Foto: Natália Carasek Cascudo

Helena Carasek
hcarasek@gmail.com

Professora da Escola de Engenharia Civil e do Programa de Pós-Graduação em Geotecnia, Construção Civil e Estruturas da Universidade Federal de Goiás (UFG), onde leciona as disciplinas de Construção Civil II e Patologia e Terapia das Construções (na graduação) e de Tecnologia dos Revestimentos e Durabilidade das Estruturas de Concreto (mestrado). É engenheira civil pela Universidade Vale do Rio dos Sinos (Unisinos), mestre pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e doutora pela Universidade de São Paulo (USP). Fez ainda pós-doutorado no Institut National des Sciences Appliquées (Insa) de Toulouse, na França. É especialista em argamassas, alvenarias, revestimentos de argamassa e cerâmicos, materiais e patologia das construções, além de durabilidade do concreto. Coordena o Núcleo de Tecnologia das Argamassas e Revestimentos (Nutea) da UFG e o GT-Argamassas, da Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Antac).

 
Foto: Marcelo Scandaroli

A disciplina Construção Civil II, oferecida aos alunos do curso de engenharia civil da Universidade Federal de Goiás (UFG), fornece conhecimentos básicos dos processos construtivos atuais para edifícios. O principal objetivo é dar ao aluno uma visão abrangente das tecnologias existentes, a fim de capacitá-los a planejar e gerenciar as etapas de execução envolvidas na construção e reforma de edificações.

O programa contempla informações básicas de sistemas construtivos de impermeabilização, vedações e forros, alvenarias (de vedação e estrutural), esquadrias, revestimentos de paredes (argamassas, cerâmicos e pedras), revestimentos de pisos (contra-piso, revestimento cerâmico e em pedra), pintura e telhados.

A professora Helena Carasek, responsável pela disciplina, conta que as atividades mesclam aulas expositivas com visitas a obras de edificações na cidade de Goiânia, a fim de acompanhar a execução das etapas de obra estudas em sala de aula. A matéria tem 64 horas-aula, distribuídas em quatro horas-aula por semana ao longo do semestre. A avaliação é feita por meio de duas provas, uma apresentação de seminário, em grupo, e um relatório de obra, individual.

Além dos livros apontados na bibliografia e das normas técnicas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), a professora costuma usar como material didático dissertações e teses, anais de congressos da área, como o Simpósio Brasileiro de Tecnologia das Argamassas (SBTA) e o Encontro Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído (Entac), documentos da Comunidade da Construção e revistas segmentadas. "Não temos muita bibliografia atualizada para consultar. De certa forma, isso acaba sendo um ponto positivo porque os trabalhos ficam menos restritos a informações de livros", acredita Helena.

Ao aplicar suas provas, a professora procura exigir do aluno mais que uma visão teórica da aplicabilidade dos processos construtivos de uma edificação. A ideia das avaliações é fazer que os estudantes expliquem por que e como se executa determinada tarefa, apontando sempre exemplos práticos com ênfase na normatização brasileira.

BIBLIOGRAFIA BÁSICA

- Projeto e Execução de Revestimento Cerâmico. Campante, E. F.; Sabbatini, F. H. São Paulo, O Nome da Rosa, 2003.
- Argamassas. In: Isaia, G.C. (ed.). Materiais de Construção Civil e Princípios de Ciência e Engenharia de Materiais. Carasek, H. São Paulo, Ibracon, 2010. P. 892-944.
- Revestimentos de Argamassas: Boas Práticas em Projeto, Execução e Avaliação. 1. ed. Ceotto, L. H.; Banduk, R. C.; Nakakura, E. H. Porto Alegre, Antac, 2005. 96 p. disponível em http://issuu.com/habitare/docs/rt_3.
- Manual de Argamassas e Revestimentos: Estudos e Procedimentos de Execução. Fiorito, A. J. S. I. São Paulo, PINI, 1994.
- Primeiros Passos da Qualidade no Canteiro de Obras - Execução e Inspeção de Alvenaria Racionalizada. Lordsleem JR. A. C. Col. São Paulo, O Nome da Rosa, 2000.
- Qualidade na Aquisição de Materiais e Execução de Obra. 1. ed. Souza, R. de et al. São Paulo, PINI, 1996. Tecnologia, Gerenciamento e Qualidade na Construção. Thomaz, E. São Paulo, PINI, 2001. Primeiros Passos da Qualidade no Canteiro de Obras - Projeto e Execução e Inspeção de Pinturas. Uemoto, K. L. Col. São Paulo, O Nome da Rosa, 2000. A Técnica de Edificar. 9. ed. Yazigi, Walid. São Paulo, PINI, 2008. 770 p.

Foto: Marcelo Scandaroli

Avaliação da fachada

Na execução de revestimentos de argamassa, explique o que é o mapeamento da fachada e como ele é feito. Qual a finalidade desse procedimento? Qual a dificuldade prática de realizá-lo em boa parte das obras de edifícios multipavimentos no Brasil?

Comentários

O aluno deve entender a importância da execução do mapeamento da fachada antes do início da execução de um revestimento de argamassa. O mapeamento, ou levantamento das informações sobre a situação do relevo da base construída, subsidia decisões sobre as espessuras e outros cuidados que têm impacto direto no desempenho final do revestimento. Nesta questão, o aluno deve apresentar também as etapas de execução desse procedimento, com a indicação de onde e como os arames de fachada devem ser fixados e de que maneira são feitas as medições das distâncias desses elementos ao paramento externo. Por fim, o aluno deve discorrer sobre as razões que têm levado muitos construtores a não executar o mapeamento, ponderando sobre as dificuldades práticas e operacionais de realizar esse procedimento utilizando equipamentos lentos e pesados, como os balancins de catraca.

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