Paredes de concreto armado moldadas in loco | Téchne

Sistemas Construtivos

Paredes de concreto armado moldadas in loco

Por Fernando Benigno da Silva
Edição 167 - Fevereiro/2011

 

Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Vista geral das fôrmas
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Detalhe do travamento
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Apoio lateral para fixação da fôrma

 

 

Avaliações técnicas

O sistema construtivo é detentor do Documento de Avaliação Técnica no 002 - DATec no 002, emitido pelo Sinat (Sistema Nacional de Avaliações Técnicas), em dezembro de 2010, com validade até novembro de 2012.

A seguir são apresentados os resultados da avaliação de desempenho do sistema construtivo, conforme constam no DATec no 002.

Desempenho estrutural

O concreto emprega cimento CPV- ARI, areia industrial, brita 0 e adição mineral. A caracterização dos agregados é feita para cada região em que se for executar uma obra com o sistema construtivo, sendo que tal análise pode ser solicitada diretamente aos respectivos fornecedores dos materiais. A caracterização inicial do concreto indicou os resultados apresentados na tabela 2.

As paredes de concreto são armadas com telas metálicas centralizadas, em barras de aço soldadas e identificadas por "Q138" (malha quadrada de 100 mm e fios com diâmetro de 4,2 mm), conforme cálculos estruturais. A tela especificada atende à exigência da Diretriz Sinat no 001 referente à seção mínima de aço das armaduras verticais e horizontais. Nas paredes que engastam as marquises em balanço há armaduras nas duas faces das paredes.

A espessura mínima de 10 cm para as paredes e as lajes de concreto atende ao recomendado na Diretriz Sinat no 001, considerando as diretrizes e premissas constantes do capítulo Projeto/normalização. In: Comunidade da Construção. Parede de Concreto - Coletânea de Ativos 2008/2009. São Paulo: ABCP/Abesc/IBTS, 2010. São empregadas também armaduras de reforço nos encontros entre paredes e no contorno dos vãos de portas e janelas.

As paredes também atendem aos critérios de desempenho relativos a cargas transmitidas por peças suspensas, a impactos de corpo mole e corpo duro e de solicitações transmitidas por portas, em razão da análise do sistema de fixação adotado: parafusos e buchas.

 

Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Montagem das telas nas paredes
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Detalhe dos reforços em aço nas paredes e corte de tela em esquadrias
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Detalhe da parede interna montada com elementos de instalações prediais

Desempenho térmico

A análise constante do DATec 002 contempla apenas a zona bioclimática 3. Para tal zona, os resultados são apresentados na tabela 3.

Desempenho acústico

Foi determinado em laboratório o valor de isolação a ruídos aéreos conforme apresentado na tabela 4.

O DATec 002 ressalta que o desempenho acústico deve ser considerado sempre para o conjunto, considerando também demais componentes, como janelas e portas.

Estanqueidade à água

Conforme o DATec no 002, a estanqueidade à água é considerada para elementos internos em áreas molháveis e sujeitos à ação da água de uso e lavagem dos ambientes, e para elementos externos, sujeitos à ação da água de chuva. As paredes externas recebem textura. A fixação das janelas é feita por meio de parafusos e buchas e a vedação é realizada com o emprego de selantes flexíveis. Nos pisos das áreas molháveis, a estanqueidade à água é obtida pelo revestimento em placas cerâmicas, pelo sistema de impermeabilização da laje e pelos caimentos e diferenças de cotas dos pisos.

Segurança ao fogo

Conforme o DATec no 002, as paredes de concreto moldadas no local são compostas por materiais incombustíveis. Os materiais de acabamento empregados no sistema construtivo apresentam características adequadas em termos de desenvolvimento de fumaça e propagação superficial de chamas.

De acordo com o documento, o ensaio realizado atestou que as paredes do sistema construtivo asseguraram a estanqueidade, o isolamento térmico e estabilidade estrutural pelo período de 30 minutos, com aplicação de carga equivalente a um edifício de cinco pavimentos.

O projeto de cada edificação deve considerar as exigências contidas nas regulamentações do Corpo de Bombeiros de cada Estado e atender às exigências do usuário conforme a NBR 14432, além de regulamentos específicos estaduais e municipais.

Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Detalhe da fixação do gabarito de janela
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Fechamento das fôrmas para concretagem das paredes
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Detalhe da central de produção do concreto em obra

Manutenção

Segundo a SulBrasil, as paredes e lajes de concreto armado são estruturais, não podendo ser demolidas total ou parcialmente pelo usuário. As modificações em paredes e lajes, como abertura de vãos e rasgos para instalações hidráulicas e elétricas, deve ser previamente acordada com a empresa na fase de projeto do edifício. Os cuidados na utilização constam no Manual de Operação, Uso e Manutenção (Manual do Usuário), preparado para cada empreendimento.

Se forem notados pontos de corrosão de armaduras, deve ser feito o tratamento adequado, com assistência técnica de engenheiro ou empresa especializada.

Vida útil de projeto e prazos de garantia (NBR 15575-1:2008)

Conforme a NBR 15575-1:2008, a vida útil é uma indicação do tempo de vida ou da durabilidade de um edifício e suas partes. A vida útil de projeto (VUP) é definida no projeto do edifício e de suas partes, como uma aproximação da durabilidade desejada pelo usuário, representando uma expressão de caráter econômico de uma exigência do usuário, contemplando custos iniciais, custos de operação e de manutenção ao longo do tempo.

No Brasil, para os edifícios habitacionais, foi adotado, em caráter informativo, o período de 40 anos como vida útil de projeto mínima (VUPmínima) e o período de 60 anos como vida útil de projeto superior (VUPsuperior), sendo que a escolha de um ou outro período cabe aos intervenientes no processo de construção. Para que a vida útil de projeto seja atingida é necessário o emprego de produtos com qualidade compatível, a adoção de processos e técnicas que possibilitem a obtenção da VUP, o cumprimento, por parte do usuário e do condomínio, dos programas de manutenção e das condições de uso previstas. Os aspectos fundamentais de uso e manutenção do edifício e de suas partes normalmente são informados no manual de uso, operação e manutenção do edifício, ou em manuais de fabricantes, sendo que a NBR 5674 é uma referência para definição e realização de programas de manutenção nos edifícios.

Associado à VUP está o prazo de garantia, contado a partir da expedição do "Auto de Conclusão" ou "Habite-se" do edifício.

Considerando-se, portanto, os prazos de vida útil mínimo e superior para o edifício habitacional, de 40 e 60 anos, respectivamente, a NBR 15575-1 traz, em caráter informativo, os prazos de VUP e de garantia para paredes estruturais apresentados na tabela 5.

Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Concretagem com auxílio de grua e caçamba
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Paredes de concreto desenformadas e laje de concreto em execução
Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Estrutura executada para receber o acabamento

A SulBrasil considera a relação entre a classe de agressividade ambiental, a resistência à compressão do concreto e a relação água/(aglomerante + nano-filer) para garantir a qualidade mínima do concreto. O sistema construtivo da empresa enquadra-se na classe de concreto C25 e nas classes de agressividade ambiental I e II, as quais correspondem, respectivamente, aos tipos de ambiente rural e urbano.

O cobrimento nominal de concreto das armaduras, considerando a classe de agressividade II, é de 30 mm para a variabilidade de 10 mm, e de 25 mm para a variabilidade de 5 mm, considerando rigoroso controle de tolerância dimensional. São utilizados espaçadores a cada 50 cm para as paredes, tanto na direção horizontal quanto na vertical, o que facilita o controle e garante o cobrimento adequado.

Fotos: Sulbrasil Engenharia e Construções
Edifício com emprego do sistema construtivo Sulbrasil
Foi realizado um estudo com o concreto, realizando-se ensaios em laboratório para determinação da reatividade álcali-sílica, conforme a NBR 15577/2008 (determinação da expansão e mitigação em barras de argamassa pelo método acelerado). Concluiu-se que, para o traço especificado, não há potencial de ocorrência de problemas relativos à expansão do concreto.

Do Manual de Uso e Operação do sistema construtivo (Manual do proprietário) constam informações sobre as características do sistema construtivo, seus cuidados de uso e manutenção, além dos aspectos que culminam na perda da garantia para os diversos componentes e elementos do sistema construtivo. Constam, ainda, no documento, os prazos de garantia e a vida útil de projeto dos principais elementos do sistema construtivo.

Indicadores de preços e formas de comercialização

Itens a serem tratados diretamente com a empresa.

 

 

Indicadores ambientais

Classificação do resíduo: conforme resolução Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente) 307 de 5 de julho de 2002, os resíduos podem ser considerados de classe A (concreto) e de classe B (metais).

Destinação do resíduo: os itens de classe A são destinados a aterros de resíduos da construção civil, ou são reciclados como agregados, enquanto que os de classe B devem ser reutilizados, reciclados ou encaminhados a áreas de armazenamento temporário para futuro uso ou reciclagem.

 

Empresa
Sulbrasil Engenharia e Construções Ltda.
Rua Hermann Althoff, 255 - Itoupavazinha - Blumenau
Tel.: (47) 3338-0139
Fax: (47) 3338-0139
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