Considerações sobre fluência de concretos | Téchne

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Considerações sobre fluência de concretos

Por Selmo Chapira Kuperman
Edição 125 - Agosto/2007

O objetivo deste artigo é, por uma revisão da bibliografia, indicar os principais fatores que afetam a fluência do concreto e apontar medidas práticas no sentido de reduzir as deformações em estruturas de edifícios.

O advento de novas técnicas de cálculo, a introdução de uma série de modificações na produção das edificações de concreto, a ênfase crescente na redução dos prazos construtivos e o uso já consagrado de diversos tipos de cimentos e aditivos nos concretos produzidos atualmente, se comparados aos de 40 anos atrás, têm provocado enorme impacto nas técnicas da construção civil. Os resultados têm refletido economias geradas muitas vezes por estruturas mais esbeltas e prazos construtivos menores.

Os carregamentos atuantes em peças de concreto armado durante a construção, devido aos avanços dos processos construtivos, podem chegar a ser tão significativos quanto as cargas de serviço. É sabido que as deformações sofridas pelas edificações dependem de uma série de fatores, entre os quais está a fluência que, por sua vez, depende muito da retração por secagem e que exercem marcante influência no comportamento estrutural a longo prazo.

Desde 1905, quando o fenômeno da fluência do concreto foi referido pela primeira vez numa publicação, milhares de pesquisas e ensaios têm sido realizados sobre o tema estando os trabalhos à disposição do meio técnico mundial. Centenas de estudiosos debruçaram-se sobre os assuntos "fluência", "deformação estrutural", "retração" e os resultados traduziram-se em equações, ábacos, fórmulas, etc. que têm sido utilizados nos diversos critérios de cálculo, normas, procedimentos de cálculo e construção de diversos países, incluindo o Brasil.

Conceituação da fluência
Um material apresenta fluência se, sob tensão constante, sua deformação aumenta no tempo, como indicado esquematicamente na figura 1.

Inicialmente, há uma relação proporcional entre tensão e deformação e, adicionalmente, há uma deformação cuja presença e magnitude são influenciadas pelo tempo durante o qual a tensão aplicada atua. A relação tensão-deformação é uma função do tempo.

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