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Água quente

Materiais poliméricos prometem maior flexibilidade e facilidade de instalação e ganham espaço nas instalações hidráulicas de água quente, em substituição aos tradicionais tubos e conexões metálicos

Por Juliana Nakamura
Edição 122 - Maio/2007
Embora há pouco tempo no mercado, tubulações em plástico, como o PPR, têm evoluído no que tange à execução de juntas e à durabilidade sem perder a característica que está dentre seus maiores trunfos, a flexibilidade

Conduzir água quente em uma edificação é uma tarefa que demanda da tubulação e de seus componentes resistência, durabilidade, estanqueidade, baixa rugosidade e boa condutibilidade. Por isso, entre os procedimentos fundamentais para a garantia do desempenho dessas instalações, o projeto de hidráulica deve partir da especificação adequada e do correto dimensionamento dos materiais que integram o sistema, em especial, tubos e conexões.

A partir da identificação da necessidade de água quente, a definição do método de aquecimento, o traçado da rede de distribuição e a seleção dos materiais precisam ser cuidadosamente considerados para viabilizar a construção de um sistema eficiente. "Em especial sobre a condução de água quente, a especificação deve contemplar aspectos de durabilidade da instalação, temperatura máxima a ser atendida em função do tipo de sistema de aquecimento selecionado, facilidade na execução das conexões, entre outros", explica Alberto Fossa, diretor da MDJ Engenharia Consultiva.

Nos últimos anos, novas possibilidades surgiram para atender às exigências das instalações de água quente. O desenvolvimento de sistemas poliméricos, como o PEX (polietileno reticulado), o PPR (polipropileno copolímetro Random) e o CPVC (policloreto de vinila clorado), tem provocado mudanças na caracterização desse tipo de instalação, na qual até então dominava a aplicação de sistemas rígidos, metálicos. Ao mesmo tempo, características como facilidade e agilidade de instalação, bem como maior flexibilidade e menor risco de vazamentos são cada vez mais desejáveis nos sistemas prediais.

"A evolução dos materiais para instalações de água quente deve passar pela eliminação das restrições de uso, com o desenvolvimento de soluções capazes de transportar água quente, fria e gás - e simplicidade de instalação", acredita o pesquisador Adilson Lourenço Rocha, coordenador do Laboratório de Instalações Hidráulicas do IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo. Segundo ele, o desenvolvimento de sistemas de condução como o PEX, que por ser semelhante a uma mangueira dispensa as juntas e conseqüentemente diminui a chance de haver vazamentos, não deixa de ser um indicador de tal tendência.

Mas, na prática, o que determina a especificação de um material para condução de água quente é o preço, a disponibilidade do material e a forma como é utilizado. "O cobre, por ser uma commodity internacional, tem apresentado variações maiores em comparação aos materiais plásticos, suscetíveis também às altas dos preços do petróleo", comenta Rocha.

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