Editorial: recuperando a forma

Estratégia e planejamento: esta é a dupla essencial para a racionalização dos processos de construção civil. Há quatro anos, o Brasil deu um salto em termos qualitativos no que tange ao nosso setor. A tão almejada Norma de Desempenho entrou em vigor e trouxe consigo ganhos sem precedentes. Na prática, a indústria da construção teve de tornar ainda mais eficientes todos os processos construtivos, sem perder o foco no resultado. Nesta edição, o entrevistado Luiz Guilherme de Matos Zigmantas fala sobre esse salto qualitativo, considerando talvez o mais difícil dos nichos quando se fala na equação custo-qualidade: a habitação de interesse social.

Nesta edição, a matéria de capa traz o projeto – ainda em execução, mas em fase final – da Usina Hidrelétrica Baixo Iguaçu, a última a ser construída em sua região. A inovação desse projeto, parcialmente destruído por uma cheia de nível recorde, aconteceu por meio da redução da área alagada, com impacto ambiental minimizado a partir do viés sustentável da tecnologia implementada. Embora pautada em ciências exatas, a construção civil conta com variáveis imprevisíveis, que podem trair o cálculo mais cuidadoso, como foi o caso do tempo de recorrência de 100 anos usado na usina em questão.

Na toada de otimização de processos, a seção Como Construir aborda métodos de industrialização de corte e dobra de aço para estruturas de concreto armado. A tecnologia fora do canteiro diminui o tempo de obra e, com isso, consegue otimizar os custos globais diante do encurtamento do cronograma de atividades desenvolvidas in loco.

Clichês à parte, se a palavra crise significa oportunidade, está claro que os principais players do mercado da construção no Brasil estão aproveitando a desaceleração – que claramente mostra sinais efetivos da recuperação iminente – para investir em tecnologia e preparo para o novo ciclo de crescimento, que já aparece no horizonte.

Os editores

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