Diretor de Engenharia e Construções do Metrô-SP fala sobre as novas tecnologias utilizadas na escavação da Linha 5 – Lilás

Segundo Paulo Sérgio Amalfi Meca, escolha de equipamentos e tecnologias de ponta inéditos no Brasil visaram não mobilizar o passivo ambiental

PAULO SÉRGIO AMALFI MECA

Engenheiro eletricista e técnico eletrotécnico, Paulo Sérgio Amalfi Meca é, desde junho de 2015, diretor na Diretoria de Engenharia e Construções da Companhia do Metropolitano de São Paulo, o Metrô. Antes de ingressar no Metrô, em 1988, trabalhou em grandes empresas, como Villares, Arno e Búfalo. Dentro do Metrô, sua trajetória profissional se deu, principalmente, na área de projetos de sistemas. Foram 22 anos atuando nesse segmento, até abril de 2010. Nessa época, foi designado para ser o gerente do empreendimento da Linha 15 – Prata. Assim, assumiu a responsabilidade pela implantação do Monotrilho que ligará a Vila Prudente à Cidade Tiradentes. Permaneceu nesse cargo até junho de 2015. Além dos cursos regulares de formação, Meca é pós-graduado pela Fundação Instituto de Administração (FIA) em gestão empresarial. Possui também especialização em conservação de energia e gestão ambiental pela Hida/Aots, do Japão. Meca também tem especialização em gerenciamento de projetos pela FIA e é certificado pelo Project Management Institute (PMI) como Project Management Professional (PMP).


Apartir de todos os pontos de vista, construir uma linha de metrô não é uma tarefa simples. Cada quilômetro de túnel envolve questões políticas, econômicas, financeiras, sociais e, obviamente, técnicas. É em meio a esses desafios que convive o diretor de engenharia e construções da Companhia do Metropolitano de São Paulo, Paulo Sérgio Amalfi Meca. Conforme ele conta nesta entrevista, o nível técnico dos profissionais brasileiros é excepcional, com reconhecimento inclusive no exterior. Dessa maneira, mesmo com tantas complicações, ele assegura não haver empecilhos técnicos que impeçam o avanço das obras de metrô em velocidades superiores às atuais. Quanto à tecnologia de equipamentos e máquinas disponíveis no Brasil, isso também não está atrasado em relação ao que é utilizado no exterior. De acordo com Meca, o que há de mais moderno no mundo para construção de túneis em ambientes urbanos já está disponível no Brasil, com todas as devidas tropicalizações necessárias para as condições de solo existentes aqui. Apesar da complexidade de suas obras, o desenvolvimento do Metrô paulistano, portanto, não enfrenta atualmente impedimentos técnicos ou tecnológicos. Confira o que Paulo Sérgio Amalfi Meca disse nesta entrevista à revista Téchne.

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